Em um cenário de rotina acelerada e excesso de estímulos, a ansiedade se tornou uma das principais queixas emocionais da população. Pressões do trabalho, sobrecarga de informações e cobranças pessoais contribuem para o aumento do estresse e da preocupação constante.
Segundo Juliana Martini, professora de Psicologia do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), a ansiedade é uma resposta natural do organismo, mas exige atenção quando passa a interferir no bem-estar e na rotina. “Quando há prejuízo nas atividades do dia a dia, é importante adotar estratégias para equilibrar mente e corpo. Se o desconforto persistir, é indicado buscar ajuda profissional”, afirma.
A ansiedade está ligada à antecipação de situações futuras e pode provocar sintomas como preocupação excessiva, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão e alterações no sono. O primeiro passo é reconhecer esses sinais e agir para reduzi-los.
Entre as orientações, a especialista destaca a organização da rotina, com definição de prioridades e divisão de tarefas, o que ajuda a diminuir a sensação de descontrole. Técnicas de respiração consciente também auxiliam no controle dos sintomas físicos.
Outra recomendação é reduzir o excesso de estímulos, como o uso prolongado de telas e o consumo constante de notícias negativas. Cuidar do corpo também é essencial, com prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e boas noites de sono.
Compartilhar sentimentos com pessoas de confiança e evitar o acúmulo de emoções também contribui para o equilíbrio emocional. Além disso, manter o foco no presente, por meio de práticas de atenção plena, ajuda a reduzir a ansiedade relacionada ao futuro.
Quando os sintomas são intensos ou persistentes, a busca por acompanhamento psicológico é fundamental. “Não se trata de eliminar a ansiedade, mas de aprender a lidar com ela de forma saudável. Mudanças simples, quando constantes, fazem diferença”, afirma a professora.