
Acordar várias vezes à noite para urinar, perceber o jato mais fraco, demorar para começar ou sentir que a bexiga nunca esvazia completamente são sintomas comuns entre homens, especialmente com o avanço da idade. Ainda assim, especialistas alertam: nem sempre esses sinais devem ser tratados como algo “normal”.
A hiperplasia prostática benigna (HPB), conhecida como próstata aumentada, é uma condição frequente e pode impactar diretamente a qualidade de vida, afetando o sono, a rotina e a saúde urinária.
Segundo o urologista Fernando Leão, sintomas persistentes merecem atenção. “Muitos homens acabam se acostumando com esses sinais e adiam a ida ao médico, como se fosse inevitável envelhecer urinando mal. Mas o corpo costuma dar sinais de que algo precisa ser investigado”, afirma.
Além do desconforto no dia a dia, a condição pode evoluir e causar complicações mais graves, como retenção urinária, infecções, formação de cálculos na bexiga e até prejuízos à função dos rins.
O especialista destaca que o tratamento não se resume mais à cirurgia tradicional. “Hoje existem opções menos invasivas, com recuperação mais rápida e confortável. Técnicas como o uso de laser e o método Rezum ampliaram as possibilidades, com mais precisão e menor impacto ao organismo”, explica.
De acordo com o médico, a escolha do tratamento depende de uma série de fatores, como o tamanho da próstata, a intensidade dos sintomas, a presença de complicações e o perfil clínico do paciente. “O mais importante é individualizar cada caso. Nem todos os pacientes serão tratados da mesma forma”, completa.
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