A Páscoa de 2026 chega com preços elevados e reforça a necessidade de planejamento por parte das famílias. Levantamento da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) indica que os ovos de chocolate apresentam grande variação de valores e podem atingir até R$ 500 por quilo, conforme a marca e apresentação .
A pesquisa, realizada entre os dias 16 e 20 de março, mostra que a diversidade de produtos aumentou. Os ovos variam entre versões simples, com papel celofane, e opções com embalagens sofisticadas, sabores diferenciados e itens adicionais. Quando há inclusão de brinquedos, os preços ficam em torno de R$ 100 para unidades de 100 a 150 gramas, o que reforça o peso desses itens no valor final .

A mudança acompanha uma transformação no próprio produto. O ovo de Páscoa deixa de ser apenas chocolate e assume características de presente. “Hoje, a apresentação desses ovos, com embalagem luxuosa e brinquedos, faz os preços extrapolarem”, afirma o engenheiro agrônomo Fábio Freza Benedetto, em entrevista ao RDtv.
Diferença de preço e perfil do mercado
A comparação com o chocolate em barra evidencia o encarecimento. O quilo da barra varia entre R$ 60 e R$ 90, enquanto os ovos de chocolate podem custar até cinco vezes mais, com valores que chegam a R$ 500 por quilo em versões mais elaboradas, segundo a pesquisa da Craisa.
Benedetto chama atenção para o contraste entre marcas. “Só sete tinham média abaixo de R$ 100 por quilo, enquanto outras chegavam a mais de R$ 500 ou R$ 600”, afirma. Ele classifica o cenário como incomum. “É uma das Páscoas mais caras que eu já vi, se não for a mais cara”, diz o engenheiro agrônomo.
O especialista também destaca a mudança no perfil do produto ao longo do tempo. “Quando eu era criança, o ovo era basicamente chocolate, com algum bombom dentro. Hoje virou um produto sofisticado, com castanhas, recheios e até brinquedos, além de embalagens que parecem presente”, diz.
Alternativas e mudança de comportamento
O aumento dos preços impacta principalmente famílias com crianças, público que mais consome o produto e costuma buscar versões com brindes. Nesse cenário, a decisão passa por adaptação e diálogo dentro de casa. “Fico pensando como um pai lida com isso, quando a criança pede justamente o ovo com brinquedo, que é o mais caro”, observa Benedetto.
Entre as alternativas, O engenheiro agrônomo aponta a compra de chocolate em barra e a produção caseira como caminhos mais econômicos. “Uma opção é derreter o chocolate e fazer o próprio ovo em casa, até como uma atividade com as crianças”, sugere.
Outra estratégia envolve a substituição por bombons ou versões mais simples, além da compra após a Páscoa, período em que os preços tendem a cair. O pesquisador também destaca a busca por produtos artesanais como forma de economizar e incentivar a economia local. Em um cenário de renda mais apertada, o consumo não desaparece, mas se adapta. “É um momento de pensar em cada gasto e buscar o que realmente cabe no bolso”, diz.
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