
Por Ângela Mathylde Soares
A educação é essencial e, para que realmente seja transformadora, precisa ser aplicada de maneira adequada, retomando a qualidade de ensino padrão anterior à pandemia e promover maior acesso a creches, ainda que existam desigualdades, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Dia Nacional da Educação Infantil é celebrado em agosto como homenagem à médica pediatra fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Ela dedicou a vida à promoção do desenvolvimento infantil, fase considerada extremamente importante para a jornada educacional.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera essa etapa da educação básica até os 6 anos de idade, envolvendo a creche e a pré-escola, garantindo seis direitos básicos: conviver; brincar; participar; explorar; expressar e se conhecer.
A proposta é propiciar desenvolvimento integral infantil, envolvendo aspectos importantes, como os intelectuais – linguagem e cognição -, físico – com a coordenação motora -, psicológico – com a compreensão das emoções e a construção de autoestima e social – com o convívio e interação, quer seja em sala de aula, em casa ou na comunidade.
Uma das principais características está na utilização da interação e atividades lúdicas, como por exemplo, brincadeiras, trabalhos artísticos manuais e contação de histórias, promovendo o ensino. As técnicas pedagógicas permitem a exploração, descoberta e a edificação do conhecimento.
Não basta somente proporcionar diversão. Os professores devem manter atenção aos sinais dos alunos para identificar problemas. Algumas crianças apresentam diferentes necessidades e ficam estagnadas, sobretudo, quando o resto da sala apresenta evolução.
Vale alertar ainda que o contato direto com a família é importante, já que ambas as instituições desempenham papéis complementares na formação. É sempre preciso recordar que, enquanto a escola oferece um ambiente estruturado para o desenvolvimento cognitivo, social e motor, o espaço familiar é o primeiro local de aprendizado, delimitando regras básicas, compreensão de valores e espaço para as crianças se sentirem seguras para crescer emocionalmente e afetivamente. Cada instituição tem suas próprias responsabilidades.
A educação infantil é bastante complexa, contudo, pode ser facilmente superada com observação atenta, diálogo, respeito à individualidade e, claro, uma formação continuada para práticas inovadoras de inclusão.
Ângela Mathylde Soares é PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
