Apenas no primeiro semestre 33.738 novas MEIs (Microempreendedor Indivudual) foram abertas no ABC. Mas ao mesmo tempo outras 17.704 foram fechadas no mesmo período. Erros com planejamento, finanças e marketing estão entre os principais na hora de avaliar o que leva uma empresa à falência. Ao RD Momento Econômico, a analista de negócios do Sebrae-SP Regional ABC, Angela Martins de Almeida, deu dicas para evitar o fim do sonho do empreendedorismo. Dez pontos são considerados como os principais erros que levam a empresa para a falência.
O primeiro está ligado a falta de planejamento. “Hoje, muita gente abre o negócio com dinheiro da rescisão ou um empréstimo, e não faz pesquisa de mercado, que é muito importante. Então, a gente tem muitos relatos de clientes que vão lá, investe todo o dinheiro que tem, abre, por exemplo, uma loja de roupas ali no bairro e não avalia o público, não verifica se existe o interesse daquela região nisso, quais são os hábitos de compra da região. Então, o que acontece? Vende pouco, não consegue se comunicar, porque não conhece direito a clientela, ‘eu não sei o que aquela clientela gosta’. Então, o que isso acontece? O que isso resulta? No fechamento”, explica.
Outros dois erros apontados estão ligados às finanças. O primeiro é a mistura entre as finanças pessoais e da empresa. Neste caso, a melhor dica é abrir uma conta para a empresa e ter outra para os gastos pessoais. Apesar de não ser obrigatório para quem é MEI, precisa organiza os gastos, e evita que a pessoa fique sem dinheiro para o dia a dia de seu negócio e também para sua vida privada.
O outro erro é a falta de controle financeiro. “Então, por isso que a gente recomenda que efetivamente tenha ali uma conta PJ para ter a entrada do valor e ali você só vai pagar as despesas que são da empresa. Sobre as suas despesas pessoais, você vai transferir para a sua conta pessoal o valor do seu pro-labore e aí ali você paga as suas despesas fixas pessoais. Isso é superimportante essa questão dessas dicas porque parte já para o terceiro erro, que é a questão da falta de controle financeiro”, cita.

O quarto erro da lista é sobre a precificação dos produtos. A falta de informações ou mesmo as tentativas sem fundamento geram muitos problemas na hora de vender. Neste caso, a busca por especialistas ajuda neste processo. O Sebrae-SP conta com este tipo de serviço.
Três erros da lista estão ligados ao marketing, segundo Angela. A falta de conhecimento sobre os possíveis clientes, a falta de um diferencial competitivo e um marketing sem estratégia também colaboram para o encerramento de negócios.
“Então, quando a gente fala de redes sociais, a gente não fala de vendas, mas de relacionamento. Esse é o objetivo de redes sociais. Então, por isso que o primeiro ponto é você criar relacionamento com os clientes. Porque o cliente vai conhecer um pouquinho de você, ele vai entender o que você faz, ele vai entender como você faz aquilo. Geralmente, os clientes gostam muito dessa conexão, né, de ver os bastidores, o que você faz, e as pessoas vêm com o tempo entendendo isso e tem humanizano muito o atendimento, a comunicação traz um pouco mais do pessoal, conta um pouco da sua história, da sua rotina, do dia a dia. E o público gosta disso.”, diz Angela.
Os dois últimos erros da lista estão na resistência a aprender e inovar, e o fato de não buscar a ajuda especializada. A analista ressalta que quanto mais conhecimento se tem, maior é a possibilidade de que a empresa possa dar certo. E reforça que o Sebrae-SP conta com pessoas especializadas para ajudar com as dúvidas do dia a dia de cada empresa.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
