
Com lançamento previsto para agosto, a nova Diretriz Brasileira sobre o Colesterol deve atualizar as recomendações clínicas para o diagnóstico, prevenção e tratamento das dislipidemias — alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos que elevam o risco de doenças cardiovasculares.
A revisão está sob responsabilidade da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), por meio do Departamento de Aterosclerose, e se baseia nas evidências científicas internacionais mais recentes. A expectativa é de que a diretriz traga mudanças significativas, como:
- Revisão dos critérios de risco cardiovascular, com maior precisão na estratificação dos pacientes;
- Metas mais rigorosas para o LDL-colesterol, especialmente em pessoas de alto e muito alto risco;
- Inclusão de novas terapias, como os inibidores de PCSK9 e o ácido bempedoico, que mostraram eficácia na redução do LDL em estudos recentes;
- Maior ênfase na prevenção primária, com foco em mudanças no estilo de vida e rastreamento precoce.
Para o cardiologista e professor da Unisa (Universidade Santo Amaro), Daniel Branco de Araujo, especialista em colesterol, a nova diretriz representa um avanço importante na abordagem global do tratamento. “O controle do colesterol deve integrar uma estratégia ampla de saúde cardiovascular, que inclui alimentação saudável, prática regular de atividade física, controle do estresse e, quando necessário, uso de medicamentos”, afirma.
A última atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose foi publicada em 2017. Desde então, novas evidências e medicamentos passaram a fazer parte da prática clínica, o que justifica a necessidade desta revisão.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
