ABC - domingo , 21 de junho de 2026

Fusion V6 representa requinte da Ford no Brasil

O Fusion V6 surgiu na linha 2010 para dar uma pegada ainda mais refinada ao sedã da Ford. Afinal, desde que foi lançado no Brasil – em 2006 –, o Fusion cresceu ao roubar público das versões top dos médios concorrentes, como Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Como é produzido no México – portanto, isento de imposto de importação –, o preço competitivo sempre foi um atrativo do sedã por aqui. Com essa nova versão, a ideia é brigar também com sedãs médios-grandes mais sofisticados, como Hyundai Azera, Honda Accord, Toyota Camry e Volkswagen Passat.

Acontece que, enquanto a versão mais potente parte de “salgados” R$ 103,3 mil, a variante de entrada – menos potente e sem qualquer diferenciação visual – começa em R$ 83,6 mil. A expressiva diferença de quase R$ 20 mil se reflete no “share” de vendas do Fusion. Hoje, a versão com o motor 2.5 é responsável por 89,5% das vendas, enquanto a V6 AWD representa tímidos 8%, e a versão híbrida, a partir de R$ 133,9 mil, apenas 2,5%. Para tentar aquecer um pouco as vendas diminutas da versão V6, a Ford acaba de lançar uma inédita opção com tração dianteira, a partir de R$ 94,3 mil.

Por fora, o topo de linha não ostenta diferenças. O grande destaque vai sob o capô. Lá está o poderoso motor Duratec com seis cilindros em V, bloco e cabeçotes em alumínio, duplo comando no cabeçote com sistema de abertura variável de válvulas na admissão, 243 cv de potência a 6.550 rpm e 30,8 kgfm de torque a 4.300 giros. Ou seja, com força de sobra para encarar sem temores o peso de uma eventual blindagem – precaução comum em veículos bem cotados entre os grandes empresários e altos executivos. Este moderno propulsor trabalha em conjunto com a caixa de marchas automática de seis velocidades com opção de mudanças sequenciais. Em termos de equipamentos, o Fusion V6 AWD também está bem servido. Sai de fábrica com seis airbags, freios com ABS e EBD, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, tela de LCD de 8 polegadas sensível ao toque, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, sensores de ponto cego e de tráfego cruzado e câmara de ré. O sistema Sync permite ao motorista interagir com o carro por meio de controles de voz e do monitor touch screen.

É natural que, com uma diferença de quase R$ 20 mil, a versão V6 pareça – e realmente seja – cara em relação à de entrada. Apesar disso, apresenta uma relação custo/benefício interessante em comparação com outros sedãs médio-grandes equipados motor V6, como Toyota Camry XLE 3.5 V6 e Honda Accord EX 3.0 V6 – respectivamente R$ 131 mil e R$ 144.500. No entanto seu maior rival, o coreano Azera V6, tem preço inicial em “agressivos” R$ 83.860. Não por acaso, o sedã da Hyundai teve 3.975 unidades comercializadas nos cinco primeiros meses do ano. Já o Fusion V6 AWD ficou em tímidas 319 unidades.
 

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