Voluntários confeccionam e distribuem máscaras gratuitas em São Caetano

No período de pandemia do novo coronavírus (covid-19), projetos solidários são de grande importância para ajudar aqueles com menos condições e, atrelados a atividades para distração da mente, formam ações ainda mais efetivas para a saúde e bem estar. Em São Caetano, mãe e filha se uniram com mais oito voluntários, com objetivo de dar suporte a quem mais precisa por meio da confecção de máscaras e, ao mesmo tempo, ocupar o tempo livre disponível na quarentena. 

Carla já fez entregas em Santo André e São Caetano (Foto: Arquivo pessoal)

A advogada Carla Fuentes e sua mãe Elisabete Ferreira passaram a produzir máscaras de proteção para doar a instituições da região. Com a ideia, segundo Carla, elas viram uma oportunidade não só de ajudar pessoas necessitadas, mas de transformar a confecção em um momento para fugir dos pensamentos negativos. “Em uma conversa com a minha mãe, ainda no início da pandemia, descobri que um lar de repouso em São Caetano precisava de máscaras. Foi aí que começou”, explica a advogada.  

Após perceber que a mãe passava por um momento difícil, também devido a morte do pai, há 4 anos, Carla teve a ideia de unir mais voluntários para realizarem a confecção. Elisabete aceitou a iniciativa e fez contato com o grupo, que estava ocioso em casa e precisava continuar com alguma atividade. “Chamei eles através de um grupo e  toparam. Hoje somos em oito na produção”, conta.  São eles: Lilian Bertolaci, Neide Luciano de Lima, Edna Nery de Azevedo, Vilma Marsi, Lucia Marsi, Odete Leal Bertoldo, Luiz Antonio Bertoldo e Leonor Balbo. 

Ao identificar a necessidade por parte das ONGs, Carla resolveu contatar a Prefeitura e entrar em contato com cada instituição solidária de São Caetano, cidade onde vive, para ajudar o máximo de pessoas possível. “Após ajudar casas de repouso, começamos a atender demandas de outros locais, como policiais militares e casas de repouso em Santo André”, explica. A aderência de outras costureiras também é importante para o crescimento do projeto, segundo a advogada. 

A ação, que começou há um mês, com foco em apenas uma instituição, hoje já fabricou cerca de 1,2 mil máscaras, que foram distribuídas em Santo André e São Caetano. “Comecei arcando com o custo de todo material. Conforme a demanda foi aumentando, pedi ajuda a colegas”, explica Carla Fuentes. A moradora diz que atualmente estão sem materiais para a confecção de mais máscaras, portanto a necessidade é de que recebam doações. “Precisamos de tecidos 100% algodão e elásticos de 5 milímetros”, afirma, que tem várias encomendas, como o Fundo Social da Prefeitura de São Caetano 

Elisabete Ferreira conta que se sente melhor após o início do projeto. “É doloroso saber que estou no grupo de risco e não tenho como sair disso. Costurar me desliga destas questões”, relata. A idosa ainda afirma que é grata por fazer o bem. “Fico feliz em saber que posso ajudar mais pessoas e ocupar meu tempo”, finaliza.  

Já a advogada Carla Fuentes, que também participa de outros tipos de ações solidárias, explica que a produção de máscaras faz parte da vontade de fazer a diferença com quem precisa. “Com a quarentena, tive meu trabalho reduzido, então tenho mais tempo para ajudar”, dia a jovem que abraçou, também, a distribuição de cestas básicas para profissionais de salão de beleza que estão muito necessitados. Para doar tecidos e elásticos, e cestas ou mesmo participar como voluntárioo interessado deve entrar em contato pelo telefone 95656-4643

Voluntárias: Lilian Bertolaci, Neide Luciano de Lima, Edna Nery de Azevedo, Vilma Marsi, Lucia Marsi, Odete Leal Bertoldo, Luiz Antônio Bertoldo, Leonor Balbo e Inês Cristina Figueiredo.

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