Pesquisa de intenção de compras dá dicas ao lojista sobre Dia dos Pais

Apesar de o valor por presente ser menor, o consumidor do ABC pretende agradar mais pessoas neste Dia dos Pais. Por isso, a movimentação do comércio regional para a data deve chegar a R$ 76,7 milhões, um crescimento real de 2% em relação aos R$ 72,1 milhões de 2017, segundo a Pesquisa de Intenção de Compras (PIC) realizada pela Universidade Metodista de São Paulo em parceria com as associações comerciais e industriais da região.

O preço médio por presente será de R$ 182,50, menor que os R$ 194 do ano anterior, ou queda nominal de 5,8%. Se considerada a inflação de 4,4% nos últimos 12 meses, a variação real é de menos 9,8%. Mas os entrevistados apontaram que vão presentear, em ordem de frequência, pais (63%), maridos (15%), sogros (12%) e avós (5%). Por isso, o gasto médio deve chegar a R$ 222,50 comparativamente aos R$ 206 de 2017. Um aumento de 3,4% em termos reais.

(Foto: Pedro Diogo)

Os presentes mais caros serão direcionados aos avós (R$ 208), maridos (R$ 196) e pais (R$ 162), conforme disseram os cerca de 250 entrevistados. As lembranças mais procuradas devem ser vestuários e calçados (52,7%), seguidos de perfumes e cosméticos (22,5%), relógios (5,4%) e artigos esportivos (4,2%).

Segundo o coordenador de pesquisas do Observatório Econômico da Metodista, professor Sandro Maskio, a disposição em gastar mais decorre da pequena melhora na atividade econômica do ABC, a despeito das taxas ainda elevadas de desemprego e de endividamento das famílias da região, que soma 2,7 milhões de habitantes em sete cidades.

Tanto que no espectro da pesquisa constatou-se ampliação da proporção de famílias com renda até 3 salários mínimos. Essa faixa representou 44,3% do quadro de entrevistados neste ano, contra 20,2% na PIC dos Pais de 2017. O desemprego no ABC chegou a 17% da PEA em junho, segundo dados da PED/ Fundação SEADE, e o endividamento ainda bate em 44% da renda anual das famílias, de acordo com o Banco Central.

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