Santo André amplia Moeda Verde para Sacadura Cabral

Projeto virou modelo para outras cidades do Estado (Foto: Divulgação/Semasa)

O Moeda Verde, projeto de iniciativa da Prefeitura de Santo André que incentiva a troca de resíduos recicláveis por alimentos de hortifruti frescos, será ampliado para outros dois núcleos no próximo semestre. A informação é do prefeito Paulo Serra, durante entrevista ao canal RDTv, quando adiantou que um dos núcleos será o Sacadura Cabral, local de grande concentração de lixo, moradores de rua e usuários de drogas.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), no entanto, informou que ainda não há definição dos locais para expansão.
A principal reclamação de quem passa pelo Sacadura Cabral é o mau cheiro advindo do acúmulo de resíduos que os moradores de rua reúnem e o lixo espalhado por todo canto. Alguns deles guardam materiais recicláveis embaixo dos viadutos para vender no dia seguinte. “Por causa disso, tem ruas que ficam com pilhas de lixo acumuladas durante dias, é uma lixaiada só”, reclamou a advogada andreense Thaís Nascimento, 29 anos.

Josimar Borges, responsável por comércio localizado na avenida Prestes Maia, próximo ao núcleo, disse que o Moeda Verde pode ser boa opção para acabar com o mau cheiro na área e incentivar os moradores de rua a trocarem o material acumulado. “Além disso, pode trazer melhoria visual ao bairro e atrair clientela para o nosso negócio”.

Atualmente, o projeto da autarquia funciona em três núcleos, nos bairros Ciganos, Ciprestes e Capuava. No primeiro, onde vivem 800 famílias, mais de 3,5 toneladas já foram retiradas do bairro. O ponto que acumulava lixo foi extinto e agora é utilizado por moradores e visitantes para estacionamento. No Ciprestes, 3,7 toneladas de lixo foram retiradas e no Capuava, onde o programa iniciou em abril, já foram retiradas 2,7 toneladas de materiais, o local de descarte, na avenida dos Estados, altura do 11.300, diminuiu a ponto de a remoção ser apenas mensal. No total, 10 mil toneladas reciclado já foram trocados por alimentos.

Inaugurado em novembro de 2017, o Moeda Verde quer estimular a população, especialmente a que vive em áreas carentes, a separar os resíduos úmidos e secos. A regra é que, a cada cinco quilos de material entregue, o morador recebe um quilo de alimento hortifrúti. As operações de trocas acontecem a cada 15 dias. O material recebido é enviado às cooperativas de reciclagem.

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