Dia Mundial do Diabetes é lembrado com dados preocupantes

Nesta terça-feira (14/11) é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, uma doença crônica não transmissível que mais tem crescido no mundo. Os dados do Ministério da Saúde são preocupantes e apontam que 16 milhões de brasileiros já foram atingidos pela doença, sendo que na última década o número de vítimas cresceu 61,8%. Para se ter uma ideia da gravidade, apenas no ano passado, o índice de afetados saltou de 5,5% para 8,9% da população brasileira.

Dentro desse cenário alarmante o mais prudente é o processo de prevenção e conscientização a respeito da doença, e principalmente, muita atenção ao estilo de vida e hábitos alimentares. Isso porque, pelas projeções, em 2035, o chamado mal do século deve atingir 19 milhões de pessoas no País.

“É uma doença extremamente silenciosa, principalmente o diabetes tipo 2, que tem fator hereditário, mas você consegue prevenir com seus hábitos de vida”, afirma Juliana Cavalieri, endocrinologista do Hospital e Maternidade, Christóvão da Gama, em Santo André, em entrevista ao RDtv.                                                               

A médica esclarece ainda que existem o diabetes tipo 1, que geralmente se manifesta no início da infância, por conta de problema genético, além do gestacional e outros de caráter mais específicos.

O agravante nos casos da doença tipo 2 normalmente se dão por conta do diagnóstico tardio, quando o paciente já está há anos com a doença, sem perceber, e apresenta alguns sintomas característicos, como perda de peso importante, muito cansaço, sede intensa e despertar á noite para urinar muitas vezes.

“Isso vem geralmente quando o paciente já está bem descompensado, há anos com o diabetes e não sabe. Por isso a importância da realização de exames periódicos para diagnosticar logo no início”, afirma.

A profissional ressalta que via de regra o tratamento contra o diabetes é crônico e exigirá cuidados importantes na mudança de estilo de vida, alimentação regrada, atividade física e medicamentos. “O tipo de tratamento vai depender do nível do diabetes diagnosticado”, ressalta.

Juliana Cavalieri é endocrinologista no Hospital Christóvão da Gama (Foto Giullia Micali)

Em relação as complicações causadas pela doença a profissional da saúde classifica como micro e macro vasculares, ou seja, as que pegam os vasos mais finos e também os maiores. “As mais comuns são no olho, retinopatia diabética, que leva a cegueira, a nefropatia diabética, com perda da função dos rins e a neuropatia diabética, com comprometimentos dos nervos”, explica.

Em alguns casos, dependo de grau de controle do diabetes, é importante tomar alguns cuidados principalmente com pés, já que existe grande dificuldade para cicatrizações. “Principalmente o diabético de longo prazo, nunca usar sapato muito apertado e ter cuidados com as meias”, diz, ao comentar que uma simples costura de meia pode machucar, por conta de pouca sensibilidade e acabar se tornando algo mais grave.

Por conta disso, o tratamento alimentar e regrado é de fundamental importância para evitar mais complicações, e desta forma, é necessário a retirada dos açúcares da dieta e colocar no roteiro a prática de atividade física. Vale reforçar a importância de realização de exames de rotina periódicos para detecção precoce da doença, e quando houver dúvida, o melhor é procurar um médico.

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