Cardiologista adverte sobre vilões do coração

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo. Em entrevista ao RDtv, o cardiologista do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama e presidente da Regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Rogério Krakauer, explica sobre o que pode ser feito para evitar esse tipo de enfermidade.

Krakauer afirma que segundo estudo realizado pela PURE (Prospective Urban Rural Epidemiological Study), com 135 mil pessoas do mundo, foi constado que existem três fatores de risco considerados como os principais para levar as pessoas a terem um infarto ou mesmo um AVC (Acidente Vascular Cerebral): carboidratos simples, tabagismo e sedentarismo.

“Nosso grande vilão são os carboidratos simples como o pão, o açúcar, farinha branca, o álcool, então são esses os açúcares mais simples. Eles entram na circulação muito rapidamente, dão uma descarga de insulina muito rápido e são esses que causam a obesidade abdominal e o diabetes”, afirmou o médico.

Rogério Krakauer explica sobre o que pode ser feito para evitar esse tipo de enfermidade

Neste caso, existem duas opções para mudar a alimentação. A primeira é consumir produtos integrais, algo que considerado como uma mudança média. Para Krakauer, o ideal é consumir produtos naturais. “Você não precisa comer arroz branco, macarrão ou pizza. Você pode substituir por batata doce, mandioca ou mandioquinha”, explica o especialista.

As outras duas causas são o sedentarismo e o tabagismo. “Essa questão do tabagismo é inegociável. Tem gente que fala de um ou dois cigarros por dia. Não tem nada disso. Não se pode negociar. As pessoas têm de ter uma alimentação balanceada e fazer exercícios físicos, isso pode afastar a possibilidade de ter doenças cardiovasculares”, ensina.

Dia Mundial do Coração

Na sexta-feira (29/09), foi comemorado o Dia Mundial do Coração, data em que campanhas são realizadas pelo mundo inteiro pra lembrar sobre o fato de as doenças cardiovasculares serem a principal causa de mortes no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos de enfermidades do coração.

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