Insatisfeito, Paulo Serra exonera diretor do Centro Hospitalar Municipal

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou em entrevista exclusiva ao RDtv, nesta sexta-feira (04), que vai exonerar o diretor do CHM (Centro Hospitalar Municipal), Carlos Eduardo Corsi, por desaprovar a gestão interna do equipamento. Segundo o tucano, o desligamento será publicado no Diário Oficial do Município neste sábado (05). O secretário adjunto de Saúde, Ricardo Ferreira, assume o posto interinamente.

A decisão de Serra se consolidou em meio à divulgação de um vídeo, supostamente gravado no CHM na quarta-feira (02), pelas redes sociais, no qual pacientes estavam em macas na área de atendimento e de triagem a outros munícipes. O prefeito não citou o episódio, mas não escondeu a insatisfação com a direção. “Não funcionou, a gente troca e vê outra equipe. Se numa empresa há funcionário que não rende, ele é demitido”, decretou.

Ferreira fica no comando do equipamento até o governo definir um novo nome para direção da unidade hospitalar. O CHM, situado na Vila Assunção, concentra 1,1 mil funcionários e atende a 12 especialidades cirúrgicas. De acordo com dados oficiais do governo, o hospital realiza, em média, 3,4 mil cirurgias e mais de 120 mil atendimentos no ambulatório médico por ano.

Fechamentos das Unidades de Saúde

(Foto: Giullia Micali)

Durante a entrevista, Serra defendeu a paralisação das sete unidades de Saúde para reformas estruturais e modernização. Embora reconheça os transtornos causados pelas medidas, o prefeito garantiu que os demais postos estão prontos para suportar a demanda remanejada. Até 2020, todos os 41 equipamentos passarão por intervenções, alguns com interdições e outros operando normalmente durante o processo.

Já se encontram fechadas as USs (Unidades de Saúde) do Parque Novo Oratório, Bairro Campestre, Vila Humaitá, Parque das Nações, Jardim Bom Pastor, além da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Santo André e do Centro de Especialidades III, na Vila Vitória. Enquanto isso, as USs do Jardim Irene e Utinga também passam por intervenções, mas não houve necessidade de interditá-las.

Além desses nove equipamentos, o governo também planeja entregar no próximo ano mais dois postos de Saúde. Um deles é o PA (Pronto Atendimento) Bangu, interditado desde o ano passado, com reabertura prevista para abril de 2018. Já a UPA Centro, fechada também desde 2016, terá as portas reabertas em maio como uma USF (Unidade de Saúde da Família) e ARMI (Ambulatório de Referência para Moléstias Infecciosas).

“(A Saúde) Vai suportar. Essas sete unidades já não rendiam a qualidade como as pessoas deveriam ser atendidas. Fizemos uma pesquisa com mais de 2 mil usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) e as pessoas não se conformavam com essa qualidade. Há desconforto, mas ano que vem, teremos equipamentos  modernizados”, projetou o prefeito.

Serra pontuou que em alguns postos, a interrupção temporária dos serviços é necessária, apesar de críticas de munícipes. “Não vou correr esse risco. A UPA do Jardim Santo André, que precisa de uma reforma e fibra óptica para implantação da informatização, poderia ocasionar risco de infecção, porque as pessoas ficam internadas. Então preferimos não correr esse risco”, discorreu.

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