ABC - segunda-feira , 20 de fevereiro de 2017

Revitalização de móveis é opção para renovar a casa

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(Foto: Blog além da rua atelier)

Se você pensa em dar um novo visual na casa, mas está com o orçamento apertado, a revitalização dos móveis e estofados é uma boa saída. No mercado existem estabelecimentos especializados que podem indicar os materiais do momento para substituir o antigo, alterar algumas características do produto de forma a deixá-lo mais atual ou simplesmente consertar partes danificadas.

Marco Antônio Pereira, da MA Estofados, em Santo André, diz que a restauração de sofás também é bom negócio para quem está com a corda no pescoço. Um dos modelos mais tradicionais nas residências, o sofá de três lugares custa na faixa dos R$ 3,5 mil, já os consertos variam de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil.

A moda hoje é usar tecido, como suede, de toque aveludado, mas com o novo costume das famílias de terem animais domésticos, como gatos e cachorros, dentro de casa, a sugestão é o uso de um tecido chamado Acquablock, cujos fios, impermeabilizados, não desfiam em contato com as unhas dos PETs. “O suede também é bastante resistente, mas o Acquablock, conhecido como tecido anti-gato, é mais adequado para esta finalidade”, explica. Para quem quer facilidade de limpeza, a melhor opção é o couro, mas ele aumenta o preço do serviço em cerca de 70%.

Também é possível modernizar sofás. Antigamente era comum braços largos com formas arredondadas. Hoje a moda é sofá com linhas retas, ou seja, braços quadrados. “É perfeitamente possível alterar essa característica. O que não dá é transformar uma poltrona comum em reclinável”, diz.

A SOS Móveis, também em Santo André, é uma das casas oferecem serviços de reparo de móveis, como armários, guarda-roupas, cômodas, camas e criados-mudos, e surge como alternativa para quem foge dos altos preços de móveis novos. Segundo o técnico de montagem Eric Henrique Moraes, um armário novo, por exemplo, custa na faixa de R$ 1.500, enquanto a reforma de uma peça usada sai na faixa de R$ 300 a R$ 350.

De acordo com o técnico, uma das peças com maiores demandas por trabalhos de revitalização são os guarda-roupas, que sempre apresentam problemas como gavetas emperradas por conta de desalinhamento ou suportes de cabides que precisam ser substituídos. “Isso acontece porque é muito raro as pessoas lerem o manual de uso de um guarda-roupa. Tanto que sempre que a gente finaliza um conserto nós damos dicas de conservação”, diz.

Para que um móvel possa ser reformado, Moraes diz que a principal recomendação é que a peça não tenha sido molhada ou tenha ficado exposta ao ar livre. “É muito difícil a gente descartar completamente um móvel. Até quando tem uma parte quebrada a nossa equipe geralmente consegue consertar”, afirma.

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