A CRAISA (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) divulgou os dados da pesquisa sobre a cesta básica em relação ao mês de outubro. Em comparação ao mês de setembro houve uma alta de 4,12%. Segundo o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá de Benedetto, em entrevista ao RD Momento Econômico dessa quarta-feira (04/11), o percentual é próximo ao mês de junho de 2020, durante a primeira onda da Covid-19. O especialista aponta que a alta nos preços do pão e do feijão foram parte do aumento de mais de R$ 50 na soma dos 34 produtos pesquisados.
No sexto mês de 2020 a alta no valor da cesta básica em comparação ao mês anterior foi de 4,89%, uma das mais altas marcas da série histórica, ficando atrás apenas do mês de março do mesmo ano quando a alta foi de 8,16%. Antes disso, o único movimento de crescimento registrado foi no período do Plano Cruzado.
“Nesse mês a gente observou essa alta de mais R$ 50,00, em relação ao preço no mês de setembro. E, se a gente observar atentamente, a gente vai ver que metade dessa alta foi somente com o preço do pão e do feijão. O pão francês, na nossa pesquisa, e o feijão carioca, juntos, eles somam metade disso.”, inicia Fábio.

“Só o pão, ele chega a quase R$ 20,00 de aumento, de outubro, em relação a setembro. E foi, sem dúvida, o alimento que mais impactou. E, seguido, também, depois, ainda teve as carnes, o arroz também, que fazia tempo que nos preocupava, e os hortifruti. Os hortifrutis mais, basicamente, devido ao clima, que o clima, também, a gente vem passando por um período ruim.”, segue.
O clima relatado por Fábio é o grande período de fortes chuvas e de frio, mesmo com a chegada da primavera. Como muitas áreas de produção foram severamente atingidas, o preço aumentou e qualidade dos produtos que chegam para o consumidor diminuiu. Outra justificativa para a alta é a incerteza econômica que ocorreu por causa das eleições gerais, que ocuparam todo o espaço no mês de outubro.
A alface foi o que mais teve aumento no comparativo, 19,74%. Seguido pelo preço do frango (coxa e sobre coxa) que teve alta de 16,65% e o quilo da cebola que subiu 16,01%. O pão subiu 13,37% e o feijão carioca teve alta de 12,63%.
A principal queda foi do café, com -6%. Fábio Vezzá aponta que o produto vem apresentando queda no preço a pelo menos um ano.
Confira os dados dos 34 produtos pesquisados pela CRAISA:
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
