
Nos dias 23 e 24 de outubro, das 12h às 22h, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano, realiza a 33ª edição da Eureka, mostra que apresenta projetos desenvolvidos por estudantes na etapa final da graduação.
Ao todo, serão 121 trabalhos voltados à solução de problemas do cotidiano, com propostas nas áreas de saúde, mobilidade, sustentabilidade, inteligência artificial, indústria, inclusão e novos negócios.
Os projetos foram desenvolvidos por mais de 500 formandos dos cursos de Engenharia, Administração, Design, Ciência da Computação e Sistemas de Informação. As iniciativas partem de desafios concretos e consideram seus possíveis impactos sociais, ambientais e econômicos.
Entre os destaques estão um kart que utiliza visão computacional e comandos de áudio para orientar pessoas com deficiência visual; um robô quadrúpede projetado para alcançar áreas de difícil acesso; e um robô capaz de mapear ambientes residenciais e recalcular sua rota automaticamente ao encontrar obstáculos. Há também sistemas que recorrem à inteligência artificial para identificar golpes em mensagens e detectar imagens geradas por essa tecnologia.
Outros projetos prometem chamar a atenção durante as demonstrações, como um carro autônomo em escala, treinado inicialmente em um gêmeo digital; semáforos que ajustam o tempo de sinalização de acordo com o fluxo de veículos; sistemas que identificam possíveis doenças em folhas de soja a partir de fotografias; e uma lixeira que utiliza visão computacional para reconhecer diferentes tipos de resíduos.
Na área da saúde, os estudantes desenvolveram soluções que utilizam dados de relógios inteligentes para apoiar o acompanhamento da saúde mental e sistemas de visão computacional capazes de identificar quedas e outras situações de risco em ambientes domésticos. Outro projeto envolve uma bomba de assistência ventricular, estudada por meio de simulações do fluxo sanguíneo.
Durante a Eureka, os participantes apresentarão protótipos, resultados e soluções que aplicam os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação. Parte dos trabalhos surgiu do contato com empresas e instituições, enquanto outros respondem a demandas identificadas pelos próprios estudantes. Dependendo de seu estágio de desenvolvimento, os projetos podem avançar para novas etapas de pesquisa, aprimoramento de protótipos, parcerias, proteção da propriedade intelectual ou criação de negócios.
Para a professora Alessandra Dutra Coelho, coordenadora acadêmica da Eureka, a mostra aproxima a formação universitária dos desafios encontrados no mercado de trabalho e na sociedade.
“A Eureka vai além da apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso. Os alunos precisam explicar suas escolhas, demonstrar resultados, defender as soluções desenvolvidas e dialogar com pessoas de diferentes formações. É uma experiência muito próxima da realidade profissional e mostra como ensino, pesquisa, inovação e aplicação prática podem caminhar juntos”, afirma.
Projetos conectam tecnologia e impacto social
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), são utilizados como referência para relacionar os trabalhos aos desafios que buscam enfrentar. Entre os objetivos mais presentes nesta edição estão Indústria, Inovação e Infraestrutura; Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Consumo e Produção Responsáveis; Saúde e Bem-Estar; e Cidades e Comunidades Sustentáveis.
A proposta é transformar problemas reais em protótipos e tecnologias que possam ser testados na prática. Durante a mostra, o público poderá acompanhar as demonstrações e conhecer de perto as soluções desenvolvidas pelos estudantes.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
