
Em pleno Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta sexta-feira (16/10), mais de 15 mil pessoas vivem em situação de vulnerabilidade social no ABC, segundo dados de junho de 2026 do Cadastro de Insegurança Alimentar (CadInsan), ferramenta que reúne informações sobre pessoas e famílias em situação de insegurança alimentar.
São Bernardo concentra o maior número de registros, com 4.866 pessoas, seguido por Santo André (4.348), Diadema (2.371), Mauá (2.357), Ribeirão Pires (496), Rio Grande da Serra (453) e São Caetano (191).
Na tentativa de minimizar os impactos, organizações sociais como a Associação Amor e Vida, situada em São Bernardo e presidida por Sandra de Oliveira, conhecida como Sandra do Leite, distribui cestas básicas a famílias em situação de necessidade.
Segundo Sandra, a procura por alimentos aumentou desde 2020, no período de pandemia da covid-19 e chegou a diminuir recentemente, já nos últimos seis meses. Atualmente, a entidade atende cerca de 30 famílias por ciclo de três meses, renovando os beneficiários ao fim do período, exceto em casos mais graves.
Arroz e feijão estão entre os alimentos mais procurados pela população, segundo a representante da ONG. Sandra relata, ainda, que o preço do arroz já dificultou a arrecadação e chegou a comprometer a composição das cestas. “Quando o arroz estava mais caro foi complicado conseguir montar as cestas básicas com os itens”, diz. Além de alimentos, a associação recebe doações de roupas, cobertores e móveis.
No momento, o que a ONG mais precisa é de fraldas geriátricas, especialmente para atender idosos. Para ajudar, basta entrar em contato com a ONG através do instagram: @associacaoamorevida.

Programas municipais
As prefeituras também mantêm ações de combate à fome. Em Mauá, o Banco de Alimentos arrecadou mais de 300 toneladas neste ano e atende 4.453 famílias, o que equivale a cerca de 8,7 mil pessoas, além de mais de 70 associações e entidades.
A cidade também oferece mais de 700 refeições por dia no Restaurante Popular, ao custo simbólico de R$ 1.
Em Santo André, o Centro Pop oferece café da manhã, almoço e jantar à população em situação de rua, com cerca de 590 atendimentos mensais. Já as duas unidades fixas e a unidade móvel do Bom Prato servem, juntas, aproximadamente 3,4 mil refeições por dia.
O município também oferece cartão-alimentação e auxílio financeiro a cerca de 120 famílias acompanhadas pela assistência social.
São Bernardo mantém o programa Minha Feira SBC, que já disponibilizou mais de 10 toneladas de alimentos a 844 moradores cadastrados. A iniciativa permite trocar materiais recicláveis por pontos que podem ser utilizados para obter alimentos. O município também ampliou, por meio do programa 1, 2 Feijão com Arroz, a distribuição mensal de mantimentos a organizações sociais e à rede de proteção, de 13 para 21 toneladas.
Em Diadema, os restaurantes Bom Prato dos bairros Eldorado, Serraria e Jardim Marilene realizam cerca de 1,8 mil atendimentos por dia, totalizando aproximadamente 36 mil por mês. A cidade também oferece auxílio emergencial pelo Banco Municipal de Alimentos, que atende famílias encaminhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e por outros serviços socioassistenciais. Atualmente, são atendidas cerca de dez famílias por mês.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
