
Um médico foi agredido por um paciente enquanto atendia na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Perimetral, na Vila Assunção, em Santo André, na manhã desta quinta-feira (15/10). Com este já são pelo menos oito profissionais de agredidos em unidades de saúde da cidade em menos de dois meses. Segundo o CorenSP (Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo) a cidade lidera o ranking de queixas de agressões, contra a categoria.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública um Termo Circunstanciado foi registrado no 1° Distrito Policial de Santo André que versa sobre agressão verbal e ameaça. A GCM foi acionada e conduziu as partes para a delegacia.
Segundo informou a SSP um homem de 36 anos ameaçou um médico na manhã desta quinta-feira (15/10), em um pronto-socorro na Rua Coronel Agenor de Camargo, no bairro Vila Assunção, em Santo André. “O paciente exigiu atendimento imediato e, após orientação do médico, passou a gritar e ameaçar o profissional. A Guarda Civil Municipal foi acionada e conduziu os envolvidos ao 1º Distrito Policial de Santo André, onde o autor foi liberado após elaboração de um Termo Circunstanciado”, diz a pasta, em nota.
Desde 31 de agosto pelo menos oito pessoas entre médicos e enfermeiros foram agredidos em unidades de saúde de Santo André.
Na cidade o CorenSP já realizou audiência pública na Câmara e realizou protesto no mês passado nas ruas contra a violência que atinge os profissionais de saúde. Nesta quarta-feira (14/10) a Câmara de São Caetano também realizou audiência sobre o tema recebendo representantes do conselho. A intenção é que as cidades criem mecanismos para desestimular a violência. Em São Bernardo e Mauá, já foram aprovadas leis que punem com multa quem agredir trabalhador da saúde seja na rede municipal ou particular. A multa não impede o andamento da apuração criminal dos atos.
Em Santo André tramita desde março, há quase sete meses portanto, um projeto de lei, de autoria do vereador Marcelo Chehade (PSDB) que trata do tema. De acordo com a proposta a ofensa moral seria punida com um salário mínimo; as violências psicológicas ou patrimoniais, com dois salários mínimos de multa que sobe para quatro salários se houver violência física. A multa é aplicada em dobro que o autor reincidir dentro de dois meses, até o limite de R$ 15 mil. A proposta está na ordem do dia, mas não tem previsão de ser votada.
Casos
No dia 31/08 o enfermeiro David Alves Neves, de 41 anos, que trabalha na UPA da Vila Luzita, deu queixa de agressão contra um homem e uma mulher que são investigados por lesão corporal. Dois dias depois a enfermeira Juscilene Santos de Carvalho, que foi agredida por um casal no Reabilita, que fica no bairro Campestre.
No dia 15/09 dois profissionais de enfermagem e uma médica foram agredidos por socos e chutes. Uma enfermeira de 43 anos ficou ferida na cabeça e registrou boletim de ocorrência. Os três casos foram registrados no 6º Distrito Policial.
No dia 24/09 uma técnica de enfermagem e um médico foram agredidos também na UPA da Vila Luzita. Agressor e vítimas foram levados para o 6° Distrito Policial da cidade pela Guarda Civil Municipal. Testemunhas, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Regional também acompanharam as providências da Polícia Civil.
Procurado para comentar sobre a agressão ao médico na UPA Perimetral, ocorrida nesta quinta-feira (15/10) o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
