
Um homem de 57 anos morreu após passar mal enquanto aguardava um ônibus em um ponto da Parada Vera Cruz, na avenida Lucas Nogueira Garcez, no Centro de São Bernardo, na tarde de quinta-feira (24/09).
O SAMU foi acionado e realizou os primeiros atendimentos, mas a vítima não resistiu. Segundo a Polícia Militar, o médico responsável pelo atendimento avaliou preliminarmente que a morte aparentava ter ocorrido por causas naturais, sem sinais de violência.
A PM havia sido chamada após a informação de que um homem estava desacordado em via pública. Quando os policiais chegaram, a vítima já recebia atendimento das equipes de emergência. Após os procedimentos, o médico constatou o óbito.
A área foi preservada até a remoção do corpo, e os pertences da vítima foram entregues a uma familiar.
Em nota ao RD, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de São Bernardo e é investigado pela Polícia Civil. A pasta também informou que a perícia foi acionada e que diligências estão em andamento. Segundo a PM, porém, a autoridade policial de plantão dispensou a perícia técnica após considerar o laudo médico preliminar.
Mal súbito
O caso ocorre em um período de temperaturas mais baixas, condição que pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares, principalmente entre pessoas com doenças pré-existentes.
Em entrevista ao RD, a cardiologista Silmara Friolani, formada pelo Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e médica do Instituto Dante Pazzanese, explica que o mal súbito é uma alteração repentina do estado de saúde que pode provocar tontura, desmaio, perda de consciência e, nos casos mais graves, parada cardíaca.
“As causas são variadas e podem envolver problemas cardíacos, neurológicos ou metabólicos”, afirma. Entre as possibilidades estão arritmias, infarto, insuficiência cardíaca e embolia pulmonar. Desidratação, hipoglicemia e situações de forte estresse físico ou emocional também podem contribuir para o quadro.
Sinais de alerta
Dor ou pressão no peito, falta de ar repentina, palpitações, suor frio, tontura, náusea, palidez e fraqueza estão entre os sinais que podem indicar um quadro mais grave.
Também exigem atenção sintomas neurológicos, como fala enrolada, dificuldade para caminhar e perda de força em um dos lados do corpo. “Em diversos casos, esses sintomas representam um alerta importante de que algo grave está prestes a acontecer”, explica a cardiologista.
Quem está mais vulnerável?
Pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo ou histórico de tabagismo apresentam maior risco de complicações cardiovasculares. O risco também é maior entre quem já teve infarto, AVC, embolia pulmonar, arritmia ou insuficiência cardíaca.
Segundo Silmara, o frio também pode contribuir para eventos cardiovasculares. “As baixas temperaturas provocam a contração dos vasos sanguíneos, elevam a pressão arterial e exigem maior esforço do coração, o que pode favorecer eventos como infarto, AVC e arritmias, principalmente em pessoas com doenças pré-existentes”, afirma.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
