
O presidente do time de futebol de Diadema, o Esporte Clube Água Santa, Paulo Korek de Farias, se apresentou neste sábado (19/09) à delegacia de Mogi das Cruzes onde tramita a investigação sobre o transporte público na Capital Paulista e a interferência que a facção criminosa PCC teria no sistema. Farias foi citado na investigação. Ele é dono da empresa A2 transportes que opera na Capital, mas ele nega qualquer movimentação financeira fraudulenta ou com fins de lavagem de dinheiro em sua empresa ou no clube esportivo que dirige. Ele também pediu garantia de vida e disse que teme por sua segurança. Além dele o ex-vereador da Capital, Milton Leite, também foi citado nas investigações e está preso.
Em vídeo postado na rede social do clube, Paulo Korek de Farias, também conhecido como Paulo Camarão, procurou tranquilizar as famílias que têm seus filhos nas escolas do Água Santa. “O subsistema de São Paulo que transporta um grande número de pessoas vem sendo constantemente atacado, como já aconteceu em momentos anteriores contra a empresa e a pessoa foi absolvida, mas pouco se falou sobre isso. Foi muito parecido com que está acontecendo agora. Eu tenho certeza da minha inocência, que nada que está nestes autos tem ligação a mim, que a A2 Transportes nunca praticou nenhuma lavagem de dinheiro e no Esporte Clube Água Santa as contas estão abertas a quem quiser olhar”, disse.
Propina
Farias disse ainda que, em 2024 quando surgiu investigação com o mesmo teor e a A2 foi citada, que apresentou todos os documentos e disse ter documento do Ministério Público respondendo que a empresa não era investigada. “Não sei a quem interessa prejudicar tanto a imagem do subsistema local e asseguro que estou sendo perseguido, assim como o vereador Milton Leite, assim como o ex-presidente da São Paulo Transportes, Levi de Araújo. Não aparecemos em conversas com os envolvidos, não tem um depósito nem um recebido em conta às fintechs mencionadas. Não sei porque me inseriram nesse processo, o que me leva a crer, e que já denunciei, é que nos recusamos a pagar uma propina no valor de R$ 12 milhões, eu não via sentido em pagar esse valor simplesmente para ter nossa liberdade assegurada”, acusa.
No vídeo publicado antes de se entregar à polícia, no início da noite deste sábado, Paulo Camarão diz que aguardava retorno da Corregedoria da polícia, uma garantia de vida para se entregar. Ele diz que vai provar que não fez lavagem de dinheiro e que não é “testa de ferro do PCC” e por isso se entrega com tranquilidade. “Não tenho medo nenhum mais, só pela minha vida, vou provar a minha inocência nesse processo. Deixo claro que não faço parte do crime organizado, que não tenho a A2 Transportes e o Água Santa para fazer lavagem de dinheiro para nenhum tipo de facção criminosa.
Veja vídeo publicado pelo EC Água Santa:
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
