A Ouvidoria da Cidade de Santo André completou 27 anos de existência em 30 de agosto. Neste período foram 240 mil atendimentos, mais de 40 mil processos abertos e um índice de resolução que chegou a 93%. Ao RDtv dessa terça-feira (01/09), o ouvidor geral Ronaldo Martim ressaltou que mesmo em tempos de comunicação digital, o atendimento presencial segue sendo essencial para o trabalho da entidade. E a aposta está na Ouvidoria Itinerante.
“Constantemente nós conversamos sobre essas formas de chegar até o município e algumas delas nós não abandonamos desde o início da ouvidoria, teve seus altos e baixos em relação a isso, mas um exemplo é a ouvidoria itinerante, que é não ficarmos aqui esperando a demanda, a reclamação chegar. Nós também vamos para as ruas, temos plantões que fazemos no calçadão, por exemplo, aqui no centro da cidade, nós acompanhamos todas as reuniões dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), são seis Consegs nas cidades, e estamos em todos eles.”, explica Martim.
O ouvidor geral explica que nesses atendimentos presenciais existem tanto as pessoas que preferem esse modelo por não confiar em sistemas digitais e existem aqueles que não conheciam o trabalho da Ouvidoria e que aproveitam para falar de suas solicitações.
Nos primeiros seis meses de 2026, a Ouvidoria andreense realizou 12.593 atendimentos. Foram 308 processos abertos e 276 processos finalizados. A taxa de resolutividade foi de 89,6%.
Caminho

Ronaldo Martim explica que a Ouvidoria é uma espécie de segunda instância no Poder Público. A partir do momento que uma solicitação feita junto a Prefeitura não é respondida no prazo, a entidade pode ser procurada para buscar respostas sobre o pedido feito pelo munícipe.
“Quando o munícipe procura a Ouvidoria, ele vai informar qual é o número do protocolo que ele já deve ter em mãos no serviço, que ele solicitou. Nós vamos registrar essa demanda, essa reclamação no sistema da Ouvidoria, e a Ouvidoria faz contato com a área responsável por aquele serviço. Então, suponhamos aí no caso, voltando lá para o exemplo do buraco na rua, nós vamos entrar em contato com o departamento de vias públicas para saber o porquê que aquele serviço não foi realizado. E aí nós vamos informar o município e dar uma resposta para o município sobre a realização daquele serviço.”, inicia.
“Esse prazo é um prazo de 20 dias. Toda vez que o munícipe aciona a ouvidoria, a Ouvidoria vai acionar a área correspondente em qualquer setor da Prefeitura, seja na saúde, na educação, na Guarda Municipal, no Semasa, qualquer área, nós vamos acionar a área e informar. Olha, temos aqui o protocolo, o município já fez a solicitação, passou o prazo e o serviço não foi feito.”, segue.
As demandas aumentam conforme a época. Os pedidos na área de zeladoria são aqueles que tomam mais espaço. Além disso, existem aqueles que procuram pela Ouvidoria por problemas que não tem relação com o Poder Público Municipal. Mesmo assim o atendimento é feito e a orientação para a procura da entidade responsável é feita.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
