
Um comércio localizado na rua Rio Branco, no Centro de São Bernardo, ficou cerca de dez dias sem água após um vazamento registrado em frente ao estabelecimento. O problema mobilizou funcionários, que acionaram a Sabesp em diferentes oportunidades, mas afirmam que o abastecimento só foi normalizado depois de uma série de reclamações e da publicação do caso nas redes sociais.
Segundo Maria Roberta Alves, coordenadora do comércio, o problema começou por volta de 10 de agosto. No dia 22, ela entrou em contato com a Sabesp para cobrar uma solução. De acordo com Roberta, moradores e responsáveis pelo prédio já haviam acionado a companhia anteriormente.
“Após a ligação, eles vieram e mexeram do outro lado da rua e pararam o vazamento. Desde o dia 22 de agosto, a loja ficou sem água”, relata.
A partir daí, segundo a coordenadora, foram realizadas diversas tentativas de contato com a companhia. Um funcionário identificado como Fábio também teria acionado a Sabesp para informar sobre a falta de água e recebeu a informação de que havia sido aberto um protocolo para atendimento.
“Falaram que abriram um protocolo de atendimento e queriam vir resolver isso no dia 24. Quando foi no dia 26, eu fiz uma ligação. No dia 27 eu liguei de novo, no dia 28 liguei de novo, no dia 29 eu já liguei direto na Ouvidoria”, afirma.

Problema continuou mesmo após reparo
Roberta conta que o comércio depende do abastecimento da rede pública e que a falta de água afetou diretamente a rotina do estabelecimento.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela relata a situação e cobra providências. Segundo a coordenadora, a solução definitiva ocorreu somente depois que o caso ganhou repercussão.
“Quatro horas após a publicação no Instagram eles apareceram. O rapaz tirou o relógio e viu que não tinha nenhuma água. Eles fizeram a troca do nosso relógio, que era do lado de fora da calçada”, relata.
A coordenadora também questiona uma das visitas que, segundo funcionários da Sabesp, teria ocorrido no domingo. De acordo com Roberta, a equipe teria verificado apenas a existência de água no relógio localizado do lado externo do imóvel.
“Eles disseram que vieram duas vezes no domingo, porém abriram o relógio do lado de fora. Tinha água do lado de fora, então eles pensaram que tinha água aqui dentro. Só que não tinha como eles terem vindo no domingo e ter água lá fora e não ter aqui dentro”, afirma.
Após uma nova avaliação, os funcionários teriam informado que seria necessário enviar uma equipe para realizar o reparo. Cerca de duas horas depois, segundo Roberta, os responsáveis retornaram ao local e precisaram quebrar a calçada para executar o serviço.
“Carregamos muitos baldes”
Durante o período sem abastecimento, o comércio precisou buscar alternativas para manter as atividades. Roberta afirma que a equipe teve de transportar baldes de água para evitar que o estabelecimento permanecesse completamente sem condições de funcionamento. “Foi depois de muitas ligações e depois de carregarmos muitos baldes de água para não ficarmos sem abastecimento”, destaca.
Procurada pelo RD, a Sabesp informa que realizou o reparo e a substituição do ramal de entrada de água do imóvel.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
