
O advogado e vereador de São Caetano Matheus Gianello (PL) conversou com o RD sobre a entrega de uma carta de renúncia nessa sexta-feira (28/08). O parlamentar considera que o pedido de cassação contra seu mandato teve como base um grupo político “extremista” e vê a necessidade de trabalhar em outros caminhos para a cidade. E aponta uma aproximação com o governo de Tite Campanella (Republicanos).
RD: Como surgiu a ideia da renúncia?
Gianello: A gente sabe que essa questão de cassação e tudo mais, ela foi proposta por um grupo político, a qual é muito extremista e a gente sabe que nunca teve algo do tipo aqui na cidade, pelo menos nessa história recente, né? Assim, a gente tem alguns projetos pela cidade, de estar junto com o governo e tudo mais, e a gente acredita que eu posso colaborar de outras formas, não só votando de terça-feira. O trabalho político continua e o nosso grupo segue forte.
RD: A denúncia também corresponde a uma saída do PL?
Gianello: Assim, não tem nada para agora, né? Porque, afinal, a dança das cadeiras aí na parte municipal é só no ano de eleição. A gente sabe que até o comecinho de abril vai e vem, mas por agora não interfere isso, não.
RD: Na nota enviada para a reportagem você fala sobre uma surpresa. O que você pode adiantar sobre isso: Como é que você pretende atuar agora?
Gianello: A gente está fazendo uma aproximação com o governo e provavelmente a gente vai conseguir continuar trabalhando na política, inclusive com um escritório político de maior visibilidade. Mas tudo isso, assim, depois que acabar a eleição, chega o final do ano e tudo mais, a gente não vai tirar o protagonismo agora. É mais para o começo do ano que vem.
RD: O governo está de tando apoio para esse novo caminho?
Gianello: Eu acho que, assim, tanto eu quanto o prefeito Tite, a gente tem 99% das coisas, a gente concorda. A gente passou por um tempo que a gente se afastava pelo 1% que a gente discorda, que é normal de todo ser humano. Mas a gente tem sim entendido que a gente pode trabalhar junto pela cidade, sim.
RD: Você chegou a pedir apoio para o Tite para reverter a situação na Câmara?
Gianello: Apoio? Acho que é uma palavra muito forte. Eu acho que a situação da Câmara não está boa para ninguém, nem para funcionário, nem para vereador, nem para a situação, nem para a oposição. Então, hoje, a única coisa que me difere de… Quer dizer, eu ainda sou vereador, só vou deixar de ser quando eles lerem a minha renúncia na sessão. Mas hoje o que me difere é poder votar na terça-feira. O resto eu consigo ajudar as pessoas do jeito que eu sempre ajudei.
RD: Mas quando você fala sobre esse clima na câmara, quais são os principais problemas?
Gianello: Assim, eu, Mateus, eu tive uma experiência de 4 anos no primeiro mandato e agora mais praticamente 2. É só comparar os 4 primeiros com esses 2. A Câmara tem sido muito mais tumultuada. É uma Câmara que teve processo de cassação, que teve CPI, que tudo mais. Não que isso seja certo ou errado. Mas tumultua mais, né? Fica um ambiente que eu acredito que eu consigo colaborar melhor no Executivo ou de outra maneira pela cidade.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
