
“Alô, galera de caubói! Alô, galera de peão! Quem gosta de rodeio, bate forte com a mão!”
Se você reconheceu a letra de “Clima de Rodeio” e já está se preparando para a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, um dos principais eventos do calendário paulista, está no lugar certo. A Festa acontece de 20 a 30 de agosto, no Parque do Peão, em Barretos, e reúne provas de rodeio e uma programação musical diversificada.
Mas a viagem pode ir muito além do evento. Barretos e outras cidades da região oferecem atrações culturais, religiosas, históricas e de natureza que podem ser incluídas no roteiro durante o período da Festa.
Pensando nisso, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) reuniu sete dicas de destinos para conhecer na mesma viagem. Confira:
1. Barretos – sertanejo, turismo religioso e natureza
Localizada na região norte do Estado de São Paulo, a 424 km da capital, Barretos não recebeu o título de “Capital Nacional do Rodeio” por acaso. Além da tradicional Festa do Peão de Boiadeiro, a cidade reúne atrações que reforçam sua identidade ligada à cultura country.
Uma delas é a Fábrica de Chapéus, onde os visitantes podem acompanhar as etapas de produção artesanal e finalização dos acessórios, muito procurados durante a Festa. O espaço funcionará todos os dias durante o evento e tem entrada gratuita.
No próprio Parque do Peão, onde são realizados os rodeios e shows, está o Memorial do Peão. O espaço conta a história da Festa desde sua primeira edição e apresenta a trajetória de Os Independentes, grupo responsável pela organização do evento. O estádio que recebe a programação também chama a atenção por seu formato de ferradura, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer.
Para quem busca turismo religioso, a cidade conta com a Catedral do Divino Espírito Santo, dedicada ao padroeiro de Barretos e construída em estilo greco-romano. Também vale conhecer o Museu Sacro, que reúne um acervo histórico relacionado à igreja e à cidade.
Entre outros atrativos religiosos estão a Capela de Santa Josefina Bakhita, o Santuário Diocesano de Nossa Senhora do Rosário, a Minibasílica Nossa Senhora Aparecida e a Cidade de Maria.
Outro destaque é o Parque dos Lagos, localizado na Avenida Centenário da Abolição, s/nº. O espaço reúne quatro lagos ornamentais alimentados pelo Córrego do Aleixo, além de ciclovias e calçadas para caminhadas e atividades esportivas. Os lagos também são destinados à pesca.
O parque oferece ainda quiosques, playground, academia ao ar livre, sanitários e estacionamento. Após passar por reformas, ganhou decks e uma estrutura adaptada para a instalação de pedalinhos.
2. Olímpia – águas quentes, passeios em família e cultura
A 434 km da capital e a 50 km de Barretos, Olímpia tem no turismo uma de suas principais vocações. A estância turística abriga o Thermas dos Laranjais, considerado o parque aquático mais visitado da América Latina, além do complexo Hot Beach e de atrações temáticas como o Vale dos Dinossauros e um museu de cera.
São opções para incluir no roteiro antes ou depois da programação da Festa do Peão.
A cidade também se destaca pelo turismo cultural. Olímpia sedia anualmente o Festival do Folclore, evento gratuito que reúne grupos folclóricos e parafolclóricos de diferentes regiões do país, com apresentações de manifestações como bumba meu boi, reisado, samba de coco e folia de reis.
Por sua importância nessa área, o município recebeu, por meio de lei federal, o título de “Capital Nacional do Folclore”.
O turismo religioso também é uma opção em Olímpia. Um dos destaques é o Museu de Arte Sacra e Diversidade Religiosa, instalado em um edifício tombado como patrimônio histórico de 1910. O imóvel, conhecido como Palacete Giosué Tonanni, foi restaurado e preserva as características originais da construção.
O acervo reúne obras de arte popular, esculturas, objetos de devoção pessoal e réplicas de trabalhos de artistas brasileiros. O museu também mantém parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo e recebe exposições temporárias.
Completam o roteiro religioso a Igreja Matriz de São João Batista e a Gruta São José.
3. Bebedouro – turismo religioso e um museu sobre rodas
A 379 km da capital e a 49 km de Barretos, Bebedouro é um Município de Interesse Turístico (MIT) que reúne atrações religiosas, culturais e de lazer.
A Paróquia de São João Batista, conhecida como Igreja Matriz, foi a primeira paróquia criada no município, em 1885. Localizada na Praça Barão do Rio Branco, no centro da cidade, é um dos pontos históricos de Bebedouro.
Já o Lago Artificial João Valente Filho é um dos principais espaços de convivência do município. Em seu entorno estão bares e restaurantes, além de áreas para caminhadas e uma academia ao ar livre. É uma opção para quem busca momentos de lazer com a família ou os amigos.
Outro destaque é o Museu de Bebedouro, conhecido como Museu do Automóvel. Criado oficialmente em 1964, o espaço conserva um acervo de quase 200 peças. Entre elas estão 24 automóveis, a maioria fabricada entre as décadas de 1900 e 1950.
A coleção também inclui aeronaves, locomotivas, motocicletas, carros de combate, motores de grande porte, equipamentos de comunicação e outros objetos históricos.
O Museu de Bebedouro funciona de quinta-feira a domingo, das 9h às 16h30. Os ingressos custam R$ 10. Crianças de até 12 anos acompanhadas pelos pais ou responsáveis têm entrada gratuita. Idosos e estudantes pagam meia-entrada.
O espaço fica na Praça Santos Dumont, s/nº, na região do Lago Artificial de Bebedouro.
Dica extra: Bebedouro conta com um roteiro turístico digital que reúne os principais atrativos da cidade. O acesso é feito por meio de QR Codes disponíveis na Igreja Matriz de São João Batista, no Lago Artificial e no Museu de Bebedouro.
Além de apresentar a história dos pontos turísticos, o guia indica como se deslocar entre eles. Para acessar o roteiro, basta escanear o QR Code em um dos locais.
4. Guaíra – cultura, natureza e parque projetado por Burle Marx
Localizado a 431 km de São Paulo e a 46 km de Barretos, o Município de Interesse Turístico (MIT) de Guaíra reúne atrações culturais e opções de lazer em meio à natureza.
No centro da cidade está o Museu Municipal Maria Carolina Alves Lellis. Fundado em 1996 por iniciativa de famílias tradicionais do município, o espaço reúne móveis, vestimentas, utensílios, quadros, fotografias e documentos que ajudam a preservar a história de Guaíra.
Outro destaque é o Parque Ecológico Maracá, projetado em 1984 pelo paisagista Roberto Burle Marx. Com quase 50 hectares de área verde, o espaço funciona como um grande refúgio natural e oferece belas paisagens e opções de pesca esportiva.
Para quem viaja em família, o Zoológico Municipal Joaquim Garcia Franco é outra alternativa. O espaço abriga 230 animais e conta com um Centro de Educação Ambiental, que recebe adultos e crianças, inclusive em visitas monitoradas para o público em idade pré-escolar.
5. Colina – viagem no tempo e a Capital Nacional do Cavalo
Às margens da Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), a 405 km da capital e a apenas 17 km de Barretos, Colina, recentemente reconhecida como Município de Interesse Turístico (MIT), é outra opção para quem visita a região.
No turismo cultural, o destaque é o Museu Histórico Municipal, instalado na antiga Estação Ferroviária. O espaço também abriga o Centro de Informações ao Turista e preserva as características arquitetônicas originais da estação. A entrada é gratuita.
O local é uma opção para quem gosta de história e quer conhecer um pouco do passado ferroviário da região.
Colina também abriga o Museu Municipal do Cavalo de Colina. Fundado em 2017, o espaço preserva objetos, documentos, obras de arte e fotografias relacionados a acontecimentos sociais, esportivos e políticos que contribuíram para que o município recebesse o título de “Capital Nacional do Cavalo”.
Outra atração é o Parque Débora Paro, que reúne área verde, pista de caminhada, pista de skate e espaços para fotografias e observação de aves. No local também está a Trilha Ecológica Municipal, criada em uma área de reflorestamento e voltada à contemplação da natureza.
No turismo religioso, a Igreja Matriz de São José é o principal destaque. Restaurada para preservar suas características originais, a igreja possui imagens religiosas pintadas no teto e réplicas de lustres antigos. Ao lado do templo está exposto, desde 2015, o maior sino do interior do Estado de São Paulo.
Dica extra: quem gosta de artesanato pode visitar a Casa do Artesão Colinense. O espaço reúne artesãos locais, que produzem e comercializam peças feitas com diferentes materiais.
A Casa do Artesão fica na Rua 13 de Maio, 366, no centro, em frente ao SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h.
6. Colômbia – Rio Grande, pesca esportiva e turismo de natureza
Sim, o Estado de São Paulo tem um município chamado Colômbia.
Localizada a 465 km da capital e a 48 km de Barretos, a cidade, recentemente reconhecida como Município de Interesse Turístico (MIT), reúne atrações religiosas e de natureza.
A Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo começou a ser construída em 1958, em um terreno doado por Alice Fontoura de Araújo. Com a união de esforços e doações de moradores, foi erguida uma capela que posteriormente deu lugar à atual igreja.
O principal atrativo de Colômbia, porém, é o Rio Grande, que recebe turistas durante todo o ano para a prática da pesca esportiva e atividades de lazer.
A pesca deve ser realizada de forma responsável, com respeito às regras ambientais e ao período de piracema, quando ocorre a reprodução dos peixes de água doce. A preservação é fundamental para manter a biodiversidade e a riqueza natural do Rio Grande.
A região também recebe visitantes aos finais de semana para atividades de pesca e passeios pela ponte. Na Orla Municipal, construída em julho de 2022, é possível aproveitar áreas para caminhadas, academia ao ar livre e contemplação da natureza.
Outro ponto de interesse é a Praça do Mirante/Pedreira, que possui uma ampla área verde às margens do Rio Grande. O local conta com caminhos para passeios e observação de aves e é uma opção para quem gosta de natureza.
7. Guaraci – pesca esportiva e tradições do interior
A 415 km de São Paulo e a 50 km de Barretos, Guaraci, reconhecida como Município de Interesse Turístico (MIT), é uma opção para quem busca contato com a natureza e experiências ligadas às tradições do interior paulista.
Banhada pelo Rio Grande, a cidade tem a pesca esportiva entre seus principais atrativos. As águas da região são conhecidas pela presença do tucunaré, um dos peixes mais tradicionais da pesca esportiva no Brasil.
A Fonte Luminosa também é um dos pontos de visitação do município. Já no calendário de eventos, destaca-se o Encontro da Folia de Reis, manifestação que também movimenta o turismo religioso local.
Celebrada pela Igreja Católica, a Folia de Reis remete à visita dos três Reis Magos ao menino Jesus e tradicionalmente ocorre entre 24 de dezembro e 6 de janeiro.
Curiosidade: em tupi-guarani, Guaraci significa “Terra do Sol”. O município foi distrito de Olímpia até 1944, quando conquistou sua emancipação. O núcleo que deu origem à cidade surgiu no início do século XX, a partir da doação de terras para a formação de um patrimônio religioso próximo ao Rio Grande.
Serviço
Com tantas opções de passeios, a região de Barretos oferece alternativas para estender a viagem durante a Festa do Peão e conhecer outros destinos do interior paulista. Antes de visitar cada atração, é recomendável consultar os canais oficiais dos municípios para confirmar horários de funcionamento, valores e eventuais alterações na programação.
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