
A aplicação da inteligência artificial na indústria foi o tema da plenária promovida pelo Ciesp Santo André (que também abrange Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) na última quarta-feira (05/08), no Senai Jairo Cândido, em Mauá.
O encontro reuniu empresários, gestores e especialistas para debater como a tecnologia pode contribuir para aumentar a produtividade, reduzir custos e acelerar a transformação digital nas empresas da região.
A abertura foi conduzida pelo diretor titular do Ciesp Santo André, Eduardo Batistella Mazurkyewistz, que recebeu o vice-presidente do Ciesp São Paulo, Anuar Dequech Junior, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mauá, Cícero Firmino da Silva, o Martinha e o diretor das unidades do Senai em Santo André e Mauá, José Heroíno de Souza. A programação também contou com a apresentação do especialista em tecnologia do Senai, Fernando Beija de Alcantara, que explanou sobre iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria regional.
Para o diretor titular do Ciesp Santo André, a inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar uma ferramenta indispensável para a competitividade das empresas, mas ainda encontra barreiras relacionadas ao conhecimento, principalmente entre pequenas e médias indústrias. “Nosso objetivo é aproximar o empresário desse universo, mostrar que essa tecnologia é acessível e apresentar exemplos práticos de como ela pode ser aplicada. Quem deixar de usar esse tipo de ferramenta tende a ficar para trás”, ressaltou Mazurkyewistz.
O destaque da plenária foi a palestra de Weligton Pinto, diretor sênior de Arquitetura de Cloud para Projetos Estratégicos da Oracle América Latina. Durante a apresentação, o executivo ressaltou que a inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar um fator estratégico de competitividade e destacou que os melhores resultados são alcançados quando sua implementação está alinhada a objetivos claros de negócio.
Segundo o especialista, uma jornada consistente de transformação digital passa por três pilares: definir um processo específico para receber a tecnologia, estabelecer um responsável pela condução do projeto e criar indicadores capazes de mensurar os ganhos obtidos. “Daqui a um ano, a diferença entre as empresas que participam dessa plenária não será quem comprou inteligência artificial, mas quem conseguiu medir resultados por meio de um processo bem definido, um responsável pela iniciativa e indicadores claros de desempenho”, concluiu.
Representando o presidente do Ciesp São Paulo, Rafael Cervone, o vice-presidente, Anuar Dequech Junior, destacou o papel da entidade na aproximação entre as empresas e as novas tecnologias, especialmente para as pequenas e médias indústrias. “O Ciesp tem a missão de aproximar os industriais das oportunidades e das novas tecnologias. Nosso papel é mostrar aos associados que essa transformação já está acontecendo e ajudá-los a preparar suas empresas para esse novo cenário.”
Na prática
A plenária também trouxe exemplos práticos da aplicação da inteligência artificial na indústria. Thaís Dozzi Tezza, sócia e diretora da Hausthene Poliuretanos, empresa instalada em Mauá, apresentou a experiência da companhia na utilização da tecnologia em processos de engenharia. Segundo a executiva, a adoção da IA permitiu reduzir em 66% o tempo necessário para homologação de um produto destinado ao setor de petróleo, demonstrando como a transformação digital pode gerar ganhos concretos de produtividade mesmo em empresas de médio porte.
O evento foi encerrado com uma sessão de perguntas e respostas, que contou também com a participação do coordenador do Senai Mauá, Jairo César Topan, seguida da entrega de certificados aos palestrantes, em reconhecimento à contribuição para o fortalecimento da indústria regional e à disseminação de conhecimento sobre inovação e transformação digital.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
