
A Copa do Mundo de 2026, cuja final entre Espanha e Argentina será disputada no domingo (19/07), teve atuações marcantes de jogadores que chegaram ao torneio com a responsabilidade do protagonismo. Alguns não corresponderam, enquanto outros, que não despertavam tanta expectativa, ganharam destaque. Essas jornadas terão impacto direto na disputa da Bola de Ouro, tradicional prêmio entregue pela revista France Football. Neste ano, a cerimônia será no dia 26 de outubro.
Os nomes que já eram incontestáveis na disputa saem fortalecidos do Mundial. Harry Kane, eliminado nas semifinais para a Argentina, poderia ter feito mais no jogo da eliminação, mas teve uma Copa consistente, com seis gols marcados. Ele é presença indiscutível entre as primeiras posições da premiação, afinal tem 73 gols em 66 jogos na temporada 2025/2026.
Companheiro de Kane na Inglaterra, Bellingham não viveu sua melhor temporada pelo Real Madrid, mas brilhou pela seleção e pode subir alguns degraus na disputa do prêmio individual mais cobiçado do futebol.
Também é inevitável que Mbappé esteja entre os principais candidatos. A eliminação para a Espanha na semifinal não apaga a grande campanha feita por ele. Foram muitas atuações decisivas, além de oito gols marcados, situação que valoriza uma temporada que não teve tanto destaque com a camisa do Real Madrid.
A seleção francesa, que decepcionou após ser apontada como dona do melhor futebol da Copa, tem outros nomes que podem ser considerados ao prêmio. Dembélé, vencedor da última edição, foi um dos grandes nomes do bicampeonato da Champions League do Paris Saint-Germain e fez uma boa Copa, com cinco gols e duas assistências.
Michael Olise é outro francês que chegou ao Mundial bem cotado para disputar a Bola de Ouro. Como não foi decisivo quando precisava, tanto pelo Bayern de Munique quanto pela França, deve alcançar boa posição no ranking da France Football, mas dificilmente estará no top 3.
Quem também poderia sonhar com posições mais altas era o meio-campista Vitinha, líder técnico do Paris Saint-Germain, mas fez uma Copa do Mundo abaixo do esperado, assim como toda a seleção portuguesa. Vinícius Júnior, do Brasil, poderia entrar na discussão se avançasse mais no torneio, o que não ocorreu. Mesmo assumindo o protagonismo com a camisa da seleção, foi eliminado cedo.
Erling Haaland, carrasco dos brasileiros com a Noruega, pode aparecer entre os melhores da Bola de Ouro, pois manteve a consistência de goleador no Manchester City, campeão da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa, e liderou sua seleção nacional na melhor campanha da história em Copas.
Há grande chance de o escolhido como melhor jogador do mundo sair de Argentina ou Espanha, que se enfrentam na final às 16 horas (de Brasília), no domingo (19). Pedri, que fez uma grande temporada pelo Barcelona, perdeu a titularidade na seleção espanhola ao longo do mata-mata.
Os destaques da Espanha que devem brigar pela Bola de Ouro são Rodri, do Manchester City, e Lamine Yamal, do Barcelona. O primeiro recuperou o melhor rendimento após queda causada por lesão grave. O segundo disputou a Copa após retornar de lesão e alcançou o melhor ritmo no meio da competição.
Oyarzabal, vencedor da Copa do Rei com a Real Sociedad, único clube que defendeu na carreira, tem feito uma grande Copa e pode aparecer em uma posição alta, embora seja difícil vê-lo no top 3.
Do lado da Argentina, a possibilidade é de que Messi conquiste sua nona Bola de Ouro. Mesmo com 39 anos e jogando há quatro temporadas na MLS, liga americana de futebol com menor competitividade que a Europa, o craque mostrou alto nível ao longo do Mundial. Ele tem oito gols e quatro assistências, além de ter se tornado o maior artilheiro da história das Copas, com 21 gols.
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