
Argentina e Espanha farão na final da Copa do Mundo o encontro entre os atuais campeões da Copa América e da Eurocopa. O confronto, porém, poderia ter acontecido meses antes, na Finalíssima, marcada para março deste ano, mas acabou não sendo realizado.
Inspirados em confrontos disputados nas décadas de 1980 e 1990, Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) recriaram o duelo entre os campeões continentais de seleções. Em 2022, a Argentina, campeã da Copa América de 2021, enfrentou a Itália, campeã da Eurocopa de 2020, em Londres, e venceu por 3 a 0.
Para 2026, a data já estava definida para o aguardado Argentina x Espanha: 27 de março. O palco seria o Estádio Lusail, em Doha, no Catar, onde a Argentina conquistou a Copa do Mundo de 2022 ao derrotar a França nos pênaltis. O Catar pagaria uma alta taxa às confederações e às associações nacionais para receber a partida.
No fim de fevereiro, porém, teve início a guerra entre Estados Unidos e Irã, tornando qualquer deslocamento ao Oriente Médio arriscado. Alguns dias depois, os organizadores, a Uefa e a Conmebol concluíram que seria impossível realizar a partida no Catar naquele momento.
Os europeus sugeriram, então, transferir o jogo para Madri, na Espanha, que atrairia grande público e abriria oportunidades comerciais. A AFA (Associação do Futebol Argentino), porém, recusou a proposta. Em seguida, sugeriu que a decisão fosse disputada em Buenos Aires, ideia descartada pelos espanhóis por questões logísticas.
Os argentinos afirmaram que aceitariam atuar na Europa, mas não na Espanha. Roma foi sugerida como sede, mas surgiu outro impasse: as federações queriam receber o mesmo valor previsto para a partida no Catar, algo inviável sem os petrodólares do Catar.
Sem o aporte financeiro e sem um acordo sobre o local da partida, a Finalíssima de 2026 acabou cancelada. Nos bastidores da Uefa e da Conmebol, dirigentes brincavam que, no fim das contas, um lado atribuía ao outro a responsabilidade pelo fracasso das negociações e que, na prática, nem a Argentina queria enfrentar a Espanha, nem a Espanha queria encarar a Argentina naquele momento.
“Já analisamos a Espanha em março, porque tínhamos a oportunidade de enfrentá-la. Todos sabem como a Espanha joga. Estaremos preparados para enfrentá-la. Que todos desfrutem desta final”, disse o técnico da Argentina, Lionel Scaloni.
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