
O experiente Romelu Lukaku sustenta uma estatística impressionante na Copa do Mundo. Aos 33 anos, é um dos atacantes mais letais do Mundial, com três gols em três finalizações nos últimos três jogos, segundo levantamento do supercomputador da Opta Analyst.
Agora, promete ser uma das principais armas da Bélgica contra a Espanha, nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood (EUA), pelas quartas de final. Os espanhóis são donos da melhor defesa da competição e a única seleção que ainda não foi vazada.
Mesmo saindo do banco de reservas nos últimos três duelos, Big Rom (apelido dado ao centroavante) foi fundamental e marcou contra a Nova Zelândia, na fase de grupos, Senegal, nos 16 avos de final, e Estados Unidos, nas oitavas. A sequência representa uma reviravolta para o jogador, que voltou a ser decisivo em momentos importantes do campeonato.
Nas duas primeiras rodadas do torneio, começou como suplente na estreia diante do Egito, no empate por 1 a 1, e ganhou a vaga de titular no empate sem gols com o Irã. No entanto, teve atuação discreta e pouco contribuiu para os resultados que deixaram a seleção belga ameaçada de eliminação na primeira fase.
Lukaku já vinha sob forte desconfiança e na mira da opinião pública antes mesmo da Copa, por conta de uma temporada europeia conturbada com o Napoli e dificuldades para se manter em forma. O atacante atuou em apenas sete partidas e marcou um único gol, além de sofrer com lesões na coxa e entrar em atrito com a diretoria do clube italiano e o técnico Antonio Conte, situação que quase provocou sua saída.
Mesmo em baixa, o treinador da seleção Rudi Garcia apostou na experiência do centroavante de origem democrática congolesa. Ainda assim, optou por dar mais minutos a Charles De Ketelaere, da Atalanta, que só desencantou contra os Estados Unidos, quando marcou duas vezes na vitória por 4 a 1 que garantiu a classificação às quartas de final.
Apesar da falta de ritmo, Lukaku apareceu no gol de empate antes os egípcios no primeiro jogo, vindo do banco e impactando com sua força física. Na jogada, brigou pela bola com Mohammed Hany, que acabou marcando contra para a Bélgica.
Mas a principal atuação do camisa 9 foi perante Senegal, na impressionante virada da seleção europeia após estar perdendo por 2 a 0. Ele entrou no intervalo no lugar de Charles e mudou o panorama do confronto, duelando contra a forte defesa senegalesa.
Foi dele o gol da reação, aos 41 minutos, após cruzamento de Meunier. Na sequência, viu Youri Tielemans empatar aos 44. A virada veio na prorrogação, em um pênalti convertido aos 124 minutos de jogo. Antes da cobrança, Lukaku entregou a bola ao meia e pediu que ele assumisse a responsabilidade, em um gesto de confiança ao companheiro.
O renascimento de Romelu Lukaku na Copa do Mundo é uma prova de que velhos hábitos não desaparecem facilmente. Maior artilheiro da história da Bélgica, com 93 gols, e do país em Mundiais, com oito bolas na rede, o atacante disputa sua quarta edição, após participações em 2014, 2018 e 2022, e parece estar recuperando seu melhor ritmo.
Com quatro finalizações em todo o torneio e três gols marcados, Lukaku, goleador do time na competição, impressiona com 75% de aproveitamento, e promete ser um perigo iminente para a única defesa que ainda não sofreu gols no Mundial: a Espanha, de Unai Simón, Cubarsí, Laporte e companhia.
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