
Ao final do jogo, no gramado, ainda sob forte emoção pela virada histórica da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito, pelas oitavas da Copa do Mundo, o técnico Lionel Scaloni não conseguiu conter as lágrimas. Ao ser questionado sobre o seu sentimento, o comandante foi breve na resposta.
“Não consigo te olhar. Sinto muito. Estou emocionado. Que grupo de jogadores… é isso. Tenho que ir”, afirmou Scaloni, abandonando a entrevista no campo de jogo.
O histórico da partida, por si só, pode explicar o comportamento do treinador. A Argentina, que teve um pênalti desperdiçado por Messi na primeira etapa, estava com uma desvantagem de dois gols até os 34 minutos do segundo tempo. A partir do gol de Romero, tudo mudou.
Quatro minutos depois, brilhou a estrela de Messi. Ele iniciou a jogada e apareceu na área para completar de pé esquerdo com um chute forte: 2 a 2 e muita festa nas arquibancadas.
O golpe de misericórdia viria no minuto 47 da etapa final. Enzo Fernández completou de cabeça um cruzamento da direita, jogou a bola no canto esquerdo e decretou a virada heroica.
No gramado, o que se viu foi uma grande festa, digna de uma conquista de título. Lionel Messi foi cercado pelos companheiros no Mercedez-Benz Stadium e foi jogado para o alto em referência à liderança que tem entre os companheiros e também por ter sido decisivo quando a Argentina mais precisava de seu melhor jogador.
Chorando muito depois da partida, o camisa dez conseguiu sair do rótulo de vilão pelo pênalti perdido para se transformar no herói do 3 a 2, com um gol marcado e uma assistência.
A Argentina espera o vencedor do duelo entre Suíça e Colômbia nas quartas de final da Copa do Mundo. A equipe argentina é a atual campeã mundial.
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