Com 57 anos de história em São Bernardo, o Centro de Convivência Lar da Mamãe Clory, em São Bernardo, atende crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos. Com apoio de empresas e voluntários, a instituição já atendeu em sua história 1,5 mil pessoas e atualmente conta com 160 atendidos. Ao RD Momento Econômico, o diretor da entidade, Fernando Gozzi, relatou os desafios para manter o trabalho de forma contínua e ao mesmo tempo conseguir alcançar outras metas, entre elas, a de atender 500 crianças a partir de 2030.
“A gente fez uma adaptação dos anos passados, desde a fundação do lar. A gente fez alguns ajustes no tipo de serviço prestado para a comunidade, mas sempre com foco total na ajuda para as crianças. O centro de convivência hoje funciona da seguinte maneira. É um complemento ao contraturno escolar. As crianças todas que frequentam o lar da Mamãe Clory hoje estão cadastradas nas redes públicas de escola. E as crianças que estudam em período matino vêm para o lar da Mamãe Clory na parte da tarde. E as crianças que estudam na parte da tarde vêm para o lar da Mamãe Clory na parte da manhã”, explica Gozzi.
Segundo o representante da instituição, mensalmente são necessários R$ 130 mil para manter os serviços e pagar os funcionários. Mas a necessidade financeira não é a única. Outras formas de doação como o voluntariado e a doação de serviços estão entre as buscas da equipe do Lar. Recentemente a quadra foi reformada a partir de uma obra feita diretamente por uma empresa e não por apoio financeiro direto.

“Porque você pede para, seja lá quem for, seja um doador, pessoa física, seja uma empresa e afins, você pede algo que traz a pessoa muito mais próximo da nossa missão, muito mais próximo do trabalho com as crianças e garante essa idoneidade que eles conseguem literalmente entregar e ver com as mãos. Como a nossa fundadora falava, ela falava assim, se você quiser me ajudar, não preciso de dinheiro. Faça a doação do seu bem mais precioso”, inicia.
“Que é o quê? Tem. Então, sempre que eu posso, eu repito essa frase dela. Então, eu falo assim, quem puder, quem quiser ajudar, primeira coisa que eu falo, venha nos conhecer, venha 15, 20 minutinhos, venha tomar um café aqui, dá uma volta na instituição para você realmente conhecer o trabalho”, segue Gozzi.
Essas formas de doação ajudam a reduzir as burocracias e os gastos administrativos, focando na resolução dos problemas internos e a possibilidade de aumentar os atendimentos para o futuro. Gozzi explica que as empresas que ajudam no dia a dia da instituição não buscam um marketing social com a ajuda dada. A ideia delas é participar do dia a dia de forma natural. Mesmo assim, a equipe do Lar da Mamãe Clory busca divulgar os seus doadores a partir das redes sociais. Assista a entrevista completa!
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
