
A construção de uma economia circular no Brasil ainda passa por desafios estruturais e culturais. Dados do setor de resíduos mostram que o país convive com milhares de lixões ativos e com uma parcela da população sem acesso regular à coleta, o que limita o avanço da reciclagem e afeta diretamente o destino das embalagens pós-consumo.
Nesse cenário, a Braskem reforça que a circularidade só se torna viável quando todos os elos da cadeia, da indústria ao consumidor, compartilham responsabilidade e quando o design de novos produtos considera o fim da vida útil desde a sua concepção.
Para a companhia, um dos principais gargalos para o avanço da circularidade no ambiente corporativo é o desconhecimento sobre o funcionamento real da cadeia pós-consumo. “É comum que o primeiro briefing de um novo produto ignore etapas essenciais da jornada da embalagem após o descarte. Mas não existe circularidade se o design não considerar o que acontece depois que o consumidor termina de usar aquele item”, explica Fabio Sant’Ana, especialista em Desenvolvimento de Mercado e Novos Negócios no Cazoolo.
Ao contrário do que muitos ainda acreditam, desenvolver uma embalagem reciclável não se resume a conhecer índices gerais de reciclagem do país. O ponto de partida é responder: essa embalagem é reciclável na prática? E, se não for, o que precisa mudar?
Esse olhar questionador, muitas vezes, exige rever escolhas de materiais, formatos, cores e requisitos previamente estabelecidos. O Cazoolo ressalta que esse ajuste pode demandar a revisão completa de briefings e isso deve ser entendido como parte natural do processo de inovação. “Não dá para esperar resultados diferentes insistindo nos mesmos parâmetros tradicionais”, reforça Fabio.
Outro elemento essencial é a participação do consumidor. Sem engajamento na etapa de uso e descarte, qualquer solução perde eficiência. O exemplo dos refis flexíveis ilustra essa dinâmica: apesar de reduzirem material e custos, muitos deles ainda dificultam a experiência de refilagem ou não são estruturados em materiais monomateriais, o que compromete a reciclabilidade.
O Cazoolo desenvolveu um stand-up pouch que auxilia experiência aprimorada de refilagem, o que ajuda a reduzir desperdícios, auxilia no design monomaterial, facilita processos de reciclagem e viabilidade técnica e competitiva, além de garantir escala sem onerar o consumidor.
A solução mostra que, embora desafiador, é possível unir performance, custo, usabilidade e circularidade.
Avançar na economia circular exige incorporar esse tema antes mesmo da prototipagem, na origem das discussões. Ao entender como funciona a cadeia pós-consumo e ao trazer esse olhar para o design, para o produto e para a comunicação, as empresas aumentam suas chances de criar soluções verdadeiramente circulares.
“A provocação que deixamos para o mercado é simples e poderosa: o que pode ser feito diferente hoje? Começar pelo design é um caminho concreto para reduzir resíduos, aumentar a reciclabilidade e ampliar o papel da indústria na construção de um futuro mais sustentável”, reforça Fabio.
A jornada de circularidade liderada pelo Cazoolo reflete a estratégia ESG da Braskem, que prioriza inovação, redução de impactos ambientais e fortalecimento da cadeia de reciclagem. Ao integrar critérios de reciclabilidade, uso responsável de recursos e engajamento do consumidor, a companhia demonstra que é possível unir competitividade e responsabilidade. O compromisso é seguir com iniciativas que contribuam para uma transição efetiva para a economia circular no Brasil.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
