
A Bélgica estreia na Copa do Mundo nesta segunda-feira, às 16h (de Brasília), diante do Egito, no Lumen Field, em Seattle, pelo Grupo G, que ainda conta com Irã e Nova Zelândia. O confronto marca o início da trajetória de uma seleção que tenta manter viva sua geração mais vitoriosa e de outra que busca consistência para se firmar entre as forças competitivas do cenário internacional.
O duelo carrega também um pano de fundo importante para os belgas. A equipe viveu seu auge recente em 2018, quando eliminou o Brasil nas quartas de final e terminou a Copa na terceira colocação, resultado que consolidou a chamada “geração dourada”. Desde então, porém, o desempenho caiu de forma evidente, com dificuldades em grandes torneios e um processo contínuo de transição ainda sem reposicionamento claro entre as seleções de elite.
Kevin De Bruyne chega à sua quarta Copa do Mundo como principal referência técnica e símbolo dessa era. Ao lado de nomes como Romelu Lukaku e Thibaut Courtois – que voltou à seleção após período de ausência – o meio-campista lidera um grupo experiente, mas que já não apresenta a mesma profundidade, intensidade e estabilidade coletiva do ciclo anterior. A dependência de seus principais nomes segue como um dos pontos centrais da equipe.
A Bélgica ainda sustenta números positivos recentes nas Eliminatórias europeias, com campanha invicta, mas não conseguiu transformar desempenho em confiança nos torneios de maior peso. Na Eurocopa e na Liga das Nações, a equipe oscilou, e o Mundial de 2022 reforçou o cenário de queda, com eliminação ainda na fase de grupos e ambiente interno marcado por instabilidade.
Do outro lado, o Egito chega ao Mundial em um estágio distinto de sua trajetória recente. Sem ser uma seleção em renovação profunda nem uma equipe consolidada no topo do futebol mundial, o time egípcio ocupa uma zona intermediária de competitividade, sustentada por um bloco experiente e competitivo no contexto africano. Mohamed Salah segue como principal referência técnica e liderança ofensiva, cercado por jogadores com rodagem internacional e forte presença em competições continentais.
A equipe egípcia conseguiu se manter competitiva ao longo do ciclo e chega ao torneio com uma proposta baseada em organização e equilíbrio, buscando reduzir a dependência de momentos individuais. Ainda assim, carrega o desafio de transformar consistência regional em impacto em nível global, algo que historicamente tem sido uma barreira em Copas do Mundo.
FICHA TÉCNICA
BÉLGICA X EGITO
BÉLGICA – Mostafa Shobeir, Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Hamdy Fathy e Ahmed Fatouh; Marwan Attia, Mohanad Lasheen, Mahmoud Trezeguet e Mohamed Salah; Zizo e Omar Marmoush. Técnico: Hossam Hassan
EGITO – Courtois, Alexis Saelemaekers , Nathan Ngoy, Arthur Theate e Maxim De Cuyper; Amadou Onana, Nicolas Raskin, Youri Tielemans e Kevin De Bruyne; Charles De Ketelaere e Jeremy Doku. Técnico: Rudi Garcia
ÁRBITRO – Ramon Abatti Abel (BRA)
DATA – 15/06 (Segunda-feira)
HORÁRIO – 16h
LOCAL – Lumen Field, em Seatlle (EUA)
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
