
As mais diversas reclamações de pilotos e das escuderias, como Max Verstappen, Lando Norris e Fernando Alonso, deram resultado e, após reunião nesta segunda-feira (20/04) com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ficou definido que o regulamento de 2026 da Fórmula 1 passará por ajustes em busca de aprimoramento.
“Diversos ajustes ao regulamento do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2026 foram acordados hoje durante reunião online entre a FIA, os chefes de equipe, os CEOs dos fabricantes de unidades de potência e a FOM”, divulgou a entidade que organiza a F-1.
As modificações reveladas pela FIA serão implementadas no Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos, agendado para o primeiro fim de semana de maio.
Entre os aprimoramentos estão a redução da recarga máxima de energia nos treinos, o limite de potência máxima para garantir segurança e consistência nas corridas, um novo sistema de detecção de partida e mais segurança em provas sob condições de chuva.
“As propostas finais apresentadas na reunião de hoje resultaram de uma série de consultas realizadas nas últimas semanas entre a FIA, representantes técnicos e ampla contribuição dos pilotos de F-1”, destacou a FIA.
“As discussões sobre possíveis ajustes tiveram como base dados coletados nos três primeiros eventos da temporada. O regulamento de 2026 foi desenvolvido e acordado em estreita parceria entre a FIA, equipes, fabricantes de equipamentos originais (OEMs), fabricantes de unidades de potência e a FOM. As alterações ao regulamento foram discutidas dentro desse contexto de colaboração.”
Atualizações no regulamento da F-1:
1 – Qualificação – promoção do desempenho
Os ajustes nos parâmetros de gerenciamento de energia incluem redução da recarga máxima permitida de 8 MJ para 7 MJ, com o objetivo de reduzir o consumo excessivo de energia e incentivar uma condução mais consistente em velocidade máxima. A alteração busca reduzir a duração máxima do superclip para aproximadamente 2 a 4 segundos por volta.
A potência máxima do Superclip sobe para 350 kW, ante 250 kW anteriores, o que reduz ainda mais o tempo de recarga e a carga de trabalho do piloto na gestão de energia. Essa mudança também se aplica em condições de corrida.
O número de eventos em que podem ser aplicados limites alternativos de energia mais baixos sobe de 8 para 12 corridas, com maior adaptação às características dos circuitos.
2 – Corrida – maior segurança e consistência de desempenho
A potência máxima disponível por meio do Boost em condições de corrida fica limitada a +150 kW (ou ao nível de potência atual do carro no momento da ativação, se superior), o que limita diferenças repentinas de desempenho.
A potência do MGU-K permanece em 350 kW nas principais zonas de aceleração (da saída de curva até o ponto de frenagem, incluindo ultrapassagens), mas fica limitada a 250 kW em outras partes da volta.
As medidas reduzem velocidades de aproximação excessivas e mantêm as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.
3 – Início da corrida – mecanismos de segurança aprimorados
A FIA desenvolveu um novo sistema de “detecção de partida com baixa potência”, capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a liberação da embreagem.
Nesses casos, o sistema aciona automaticamente o MGU-K para garantir nível mínimo de aceleração e reduzir riscos na largada, sem qualquer vantagem esportiva.
A FIA também introduz um sistema de alerta visual associado, que ativa luzes intermitentes (traseiras e laterais) nos veículos afetados para alertar os carros que vêm atrás.
Uma reinicialização do contador de energia no início da volta de formação corrige uma inconsistência previamente identificada.
4 – Condições de chuva – segurança e visibilidade
As temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários sobem após feedback dos pilotos, com o objetivo de melhorar a aderência inicial e o desempenho em pista molhada.
A ativação máxima do ERS fica reduzida, o que limita o torque e melhora o controle do carro em baixa aderência.
Os sistemas de iluminação traseira passam por simplificação, com sinais visuais mais claros e consistentes, o que melhora a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos em condições adversas.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
