
Um novo alerta ganha destaque nesse mês com o Abril Marrom, campanha criada para conscientizar a população sobre a prevenção da cegueira e de doenças oculares. O uso contínuo de celulares, computadores e tablets, somado à redução do tempo ao ar livre impacta a visão dos jovens mais cedo do que o esperado pelos especialistas e contribuem para o aumento de queixas, como visão embaçada, dores de cabeça e dificuldade de foco.
Esses sintomas já fazem parte da rotina de adultos antes dos 30 anos e é chamada de fadiga ocular digital, uma das principais preocupações entre os especialistas. O problema não está apenas no tempo de exposição, mas também na forma como os olhos são utilizados, com foco prolongado em distâncias curtas e poucas pausas ao longo do dia.
O oftalmologista Fernando Naves, do Hospital Santa Casa de Mauá, afirma que esse comportamento tem efeitos progressivos. “O olho humano não foi projetado para longos períodos de foco em telas. Sem pausas adequadas há uma sobrecarga do sistema visual, que pode acelerar o surgimento de miopia e outros desconfortos”, explica.
O especialista destaca ainda que pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença significativa, como pausas regulares, ajuste de luminosidade das telas e maior exposição à luz natural.
Quando negligenciado, esse excesso pode evoluir para problemas mais estruturais, como agravamento da miopia, síndrome do olho seco e inflamações oculares. O tratamento varia conforme o quadro e pode incluir o uso de colírios lubrificantes, correção óptica e acompanhamento especializado. O ideal é não esperar o desconforto se intensificar. A avaliação periódica permite intervenções mais simples e evita a progressão dos sintomas.
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