Ribeirão Pires receberá nesse sábado (28/03), a Expo ABC, evento que reunirá políticos, universidades, médicos e representantes de outros setores da região para debater as políticas públicas voltadas ao uso da cannabis medicinal. Ao RDtv desta sexta-feira (27), o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico e secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Aroaldo Silva, relatou as ações realizadas para aumentar o número de locais especializados na região.
O evento que vai ocorrer no Parque Oriental, também será usado para o lançamento da política regional sobre a cannabis medicinal. A ideia é apresentar um planejamento para que os locais especializados nesse tipo de medicamento tenham uma presença maior nas sete cidades. A Estância Turística, palco deste evento, foi o primeiro lugar do Brasil a ter uma clínica voltada para este fim, através de parceria com a Associação Flor da Vida.

“Seja através do poder público, a gente já tem conversado com as prefeituras aqui da região, mostrando o modelo de Ribeirão Pires, seja as outras entidades mostrando as experiências que já tem em Santo André e São Bernardo, através do Sindicato do Metalúrgico, que é possível expandir e maximizar. E o que é mais importante? A gente passar por um processo de conscientização das equipes médicas que estão nos municípios, mas também de toda a população, para a gente começar a exercitar e ver quais são os benefícios, de fato, da canábis medicinal, os tratamentos que é possível fazer através da canábis medicinal.”, diz Aroaldo.
Chamar a atenção para este tema virou um dos principais pontos debatidos na região nos últimos tempos, principalmente levando em conta as pesquisas já realizadas sobre o uso deste tipo de medicamento para algumas patologias como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A possibilidade de criar uma cadeia produtiva no Brasil é um dos pontos centrais deste debate.
“Eu acho que a gente precisa que a informação chegue para as pessoas, que é possível fazer o tratamento buscando esse tratamento alternativo. É lógico, a canábis medicinal não vai servir para todas as patologias. Eu acho que é importante esclarecer que é um acompanhamento individualizado, até achar qual que é a dosagem correta do medicamento, qual a forma do tratamento correto. Mas eu acho que a gente tem que disseminar mais a informação, desmistificar um pouco.”, falou Aroaldo ao ser questionado sobre a barreira do preconceito impedir que o Brasil tenha uma indústria voltada para a produção.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
