
O papa Leão XIV divulgou nesta terça-feira (25/11), documento contra múltiplos relacionamentos sexuais. Em “Uma só carne, elogio à monogamia”, o texto, aprovado pelo pontífice, define o matrimônio como uma “união exclusiva e pertencimento recíproco”.
“Todo matrimônio autêntico é uma unidade composta por dois indivíduos, que exige uma relação tão íntima e totalizante que não pode ser compartilhada com outros.”
Dividido em sete capítulos, além das conclusões, o decreto afirma que o casamento não é uma limitação ou posse, “mas a possibilidade de um amor que se abre ao eterno”. Segundo o Vaticano, o tema foi abordado por três motivações específicas:
– Atenção ao atual contexto global de desenvolvimento do poder tecnológico, que leva o homem a pensar-se como “criatura sem limites”;
– Discussões com os bispos africanos sobre o tema da poligamia, recordando que “estudos aprofundados sobre as culturas africanas” desmentem “a opinião comum” acerca da excepcionalidade do matrimônio monogâmico;
– Crescimento do “poliamor” no Ocidente, ou seja, formas públicas de união não monogâmica.
O documento também trata da questão da sexualidade, e pede que seja “compreendida em corpo e alma” – não como um impulso ou um desabafo, mas como “um presente maravilhoso de Deus” que orienta à doação de si e ao bem do outro, considerado na totalidade de sua pessoa.
De acordo com o Vaticano, a fecundidade não deve ser o objetivo do ato sexual. “Ao contrário, o matrimônio conserva seu caráter essencial mesmo quando é sem filhos. Recorda-se, além disso, a legitimidade do respeito pelos tempos naturais de infertilidade.”
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
