
No Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e da Morte Súbita, celebrado nesta terça-feira (12/11), Diadema e Santo André destacam avanços no diagnóstico precoce e nas ações de prevenção das doenças do coração.
As duas cidades têm em comum a expansão dos exames de eletrocardiograma (ECG) nas unidades básicas de saúde (UBSs) e o reforço no acompanhamento de pacientes com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes.
Em Diadema, 1.111 pacientes foram diagnosticados com arritmia cardíaca entre 2024 e 2025, com 382 óbitos registrados no período. As ações de prevenção e monitoramento são realizadas nas UBSs, com apoio das equipes da Estratégia Saúde da Família. Desde o segundo semestre deste ano, o município zerou a fila de espera para o exame de ECG, que passou a ser feito por livre demanda, sem necessidade de agendamento.
Já em Santo André, foram registrados 719 casos de internação por doenças do aparelho circulatório e arritmias entre janeiro e agosto de 2025, ante 926 no mesmo período de 2024 — uma redução de 22%. O município investe em ações de promoção da saúde e prevenção, com grupos de atividade física, palestras e programas de combate ao tabagismo. O Poupatempo da Saúde oferece fluxo específico para avaliação cardiológica inicial, com exames de ECG e raio-X de tórax. O tempo médio de espera por exames e consultas cardiológicas é de 45 dias, com prioridade para casos urgentes.
As prefeituras reforçam a importância da atenção primária como porta de entrada no cuidado cardiovascular. Pacientes com sintomas suspeitos — como palpitações, tonturas ou desmaios — são avaliados nas UBSs e, quando necessário, encaminhados a serviços especializados, como o Cemed, em Diadema, ou o Centro Hospitalar Municipal, em Santo André.
Segundo o cardiologista Hugo Bellotti, diretor de Estimulação Cardíaca e Eletrofisiologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o aumento dos registros está relacionado tanto ao estilo de vida moderno quanto ao aprimoramento dos diagnósticos. “O sedentarismo, a má alimentação e o estresse crônico elevam o risco de arritmias, mas também há um avanço importante na capacidade do sistema público de detectar e tratar esses casos”, explica Bellotti.
O especialista reforça que o diagnóstico precoce é o principal aliado na prevenção de complicações. “Exames simples, como o eletrocardiograma, podem identificar alterações antes que causem sintomas. Manter hábitos saudáveis e acompanhamento regular é fundamental para proteger o coração”, orienta.
Em âmbito estadual, dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostram que os atendimentos por arritmia cardíaca cresceram 14% neste ano — de 43,7 mil entre janeiro e agosto de 2024 para 49,7 mil no mesmo período de 2025. As mortes súbitas também aumentaram 6,6%, de 1.394 para 1.487.
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