
O publicitário e escritor Roberto Duailibi, um dos nomes mais importantes da história da publicidade no Brasil, morreu nesta sexta-feira (18/07). Era o “D” da agência DPZ, que fundou em 1968 ao lado dos sócios Francesc Petit (1934–2013) e José Zaragoza (1930–2017). O velório ocorre neste sábado (19), no Cemitério do Morumbi, das 9h às 16h.
Filho de libanês e brasileira, Roberto Duailibi nasceu em 8 de outubro de 1935, em Campo Grande (MS). Mudou-se para São Paulo aos 12 anos e tornou-se um dos mais importantes nomes da publicidade brasileira. Coincidentemente, seu trabalho com anunciantes começou em 1952, mesmo ano da chegada dos espanhóis Petit (nascido em Barcelona) e Zaragoza (nascido em Alicante) ao Brasil.
Duailibi iniciou a carreira na Colgate-Palmolive e, antes de formar a DPZ, trabalhou nas agências CIN, McCann-Erickson, J. Walter Thompson e Standard.
O embrião da DPZ foi o estúdio de design gráfico Metro3, que Zaragoza e Petit fundaram em 1962 com o produtor gráfico Ronald Persichetti. Duailibi colaborava com o estúdio como freelancer enquanto gerenciava o escritório paulista da Standard, então a maior agência do país.
Os sócios da DPZ — Persichetti, que deixou a sociedade cerca de quatro anos depois, segundo o site da agência, estava entre eles — escolheram o dia 1º de julho de 1968 como o início oficial das atividades da agência. A DPZ começou a funcionar em uma casa na Alameda Casa Branca, em São Paulo, com 11 funcionários e dois clientes: Fotoptica e Borda do Campo (revendedora Ford).
Entre os feitos dos primeiros anos da agência está a conquista do primeiro Leão de Ouro para o Brasil, em 1975. “Numa época em que não se falava em etarismo e ganhar Ouro no Festival da Sawa em Cannes (atual Cannes Lions) era papo restrito a europeus e norte-americanos, a DPZ fez história”, destaca o site da agência. “A agência mudou o referencial geográfico de Cannes. O prêmio é do filme Homem com mais de 40 anos, criado para o Conselho Nacional de Propaganda, sobre a importância de contratar pessoas acima de 40 anos.”
Em meados de 1978, a agência criou o Garoto Bombril, personagem imortalizado por Carlos Moreno, com uma campanha que entrou para o Guinness Book, em 1994, por ter o garoto-propaganda que permaneceu mais tempo no ar (com o mesmo ator) na história da publicidade mundial.
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