
Morreu o jornalista e escritor Cícero Sandroni aos 90 anos. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL) na manhã desta terça-feira (17/6). Conhecido por seus trabalhos na área jornalística e por ter presidido a ABL entre 2008 e 2009, ele foi autor de obras como O Diabo só chega ao meio-dia.
O jornalista era casado com Laura Constância de Athayde Sandroni. Ele deixa cinco filhos — Carlos, Clara, Eduardo, Luciana e Paula — e um neto, Pedro.
Nascido na cidade de São Paulo, em 26 de fevereiro de 1935, o escritor e jornalista iniciou a carreira em 1954 na Tribuna da Imprensa e, em seguida, no Correio da Manhã. Também passou pelo Jornal do Brasil e por O Globo, onde se destacou na cobertura da área de política exterior.
Alguns anos depois, em abril de 1960, integrou a equipe que cobriu a inauguração de Brasília e, convidado pelo prefeito da nova capital, assumiu a Secretaria de Imprensa da Prefeitura do Distrito Federal.
Durante o regime militar, trabalhou na Tribuna da Imprensa, de Hélio Fernandes, e em O Cruzeiro. Também fundou, com Odylo, Álvaro Pacheco e o diplomata Pedro Penner da Cunha, uma empresa gráfica de onde saíram as duas primeiras edições da revista de contos Ficção.
Cícero Sandroni também fundou a Edinova, com Pedro Penner, editora pioneira na literatura latino-americana e do nouveau roman francês.
Participou das revistas Fatos e Fotos, Manchete e Tendência como editor, além de colaborar com a revista Elle e com resenhas literárias em O Globo.
Cícero integrou a Academia Brasileira de Letras desde 2003 e tomou posse como presidente da ABL entre 2008 e 2009.
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