ABC - domingo , 21 de junho de 2026

General Motors prepara a chegada do Cruze

Houve um tempo em que a Chevrolet do Brasil dava as cartas em todas as faixas do mercado em relação aos sedãs. Mas a concorrência foi ficando cada vez mais feroz e a marca literalmente se apequenou. Ou seja, passou a dominar apenas os segmentos de carros compactos e perdeu a hegemonia entre os modelos médios e grandes. Nos últimos meses, no entanto, a General Motors decidiu retomar a briga. Trouxe o Malibu e o novo Omega para os segmentos superiores e prepara a chegada de seu modelo mais internacional. O Chevrolet Cruze pode ser visto circulando em todas as partes do mundo. Está na China, na Europa, no Oriente Médio e até nos Estados Unidos, onde é considerado compacto. No Brasil, o modelo deve estrear ainda este ano e marca o início de uma grande renovação na gama da marca.

A função do Cruze é clara: enfrentar os também internacionais Honda Civic e Toyota Corolla. O modelo da Chevrolet, lançado em 2008, é produzido em nada menos que seis países: Casaquistão, China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Tailândia. Em outros dois é vendido com outras marcas: na Austrália como Holden Cruze e na Coreia do Sul como Daewoo Lacetti Première. Por ser um modelo verdadeiramente planetário, como os rivais, a General Motors pôde apostar um pouco mais alto na hora de projetar uma plataforma moderna em termos de engenharia e versátil na linha de produção. Esta mesma plataforma é utilizada para o Chevrolet Volt e também para o monovolume Orlando – cotado para substituir as minivans Meriva e Zafira no Brasil no ano que vem.

Por ter essa característica multinacional, as linhas externas do modelo evitam os exageros. Buscam um equilíbrio entre sobriedade e modernidade para não desagradar em canto nenhum. O perfil é dominado pelo teto em arco perfeito. A linha de cintura reta, paralela ao chão, cria volumes planos à frente e atrás e dá ao conjunto um grande equilíbrio. A frente traz a identidade de marca internacional da Chevrolet, com a grade bipartida horizontalmente, tem uma dose bem medida entre a agressividade e o desenho clássico. Já a traseira é dominada pelas lanternas horizontais, que engordam nas extremidades externas.

Com a chegada do Cruze ao Brasil, a GM deve interromper a produção do Astra e trazer o Vectra para a base do mercado de médios. O novo sedã, nesse caso, entraria na briga direta com os japoneses e com Peugeot 408, Citroën C4 Pallas e Ford Focus de topo. O Vectra ficaria na briga com Renault Fluence, Nissan Sentra e ainda atacaria os sedãs compactos mais completos e caros, como Honda City, Fiat Linea, Ford New Fiesta e Volkswagen Polo. Em um segundo momento, em 2012, esta mesma plataforma seria utilizada na nova minivan da marca, Orlando, que deve ter versões de cinco e de sete lugares.
 

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