Cartão vermelho para a moça do vestidinho vermelho

 

 

“Não é a diversidade de opiniões (o que não pode ser evitado), mas a recusa de tolerância para com os que têm opinião diversa, o que se poderia admitir que se deu origem à maioria das disputas e guerras que se têm manifestado no mundo cristão por causa da religião.”
(Carta acerca da tolerância, 1689)
 

 

Com a expulsão, UNIBAN conseguiu premiar o provável exibicionismo da aluna do vestidinho curto, Geisy Arruda.


 

Pasmem, a Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) decidiu expulsar a estudante de Turismo que tumultuou o ambiente quase sacro e anticépitco daquela igreja, ops…., daquela faculdade.


 

Os virgíneos vestais tentados que encurralaram, empurraram portas e adjetivaram a atrevida do curso de Turismo nem cartão amarelo levaram, mas a moça, levou o vermelho e foi para o chuveiro, banheira…, ops.


 

O moralismo emburrece mesmo, Deus me livre!


 

Se tem que dar cartão que se dê para todos os envonvidos na muvuca, se tem que haver expulsão que tentadores e tentados sigam mais cedo para os seus vestiários.


 

Com a decisão de exorcisar a diabinha vermelha, a Uniban só reforçou a hipocrisia social e justificou (minimizou ou amenizou) a violencia e agreções dos pobrezinhos dos tentados. Que horror!


 

Duvido que foi uma decisão profissional.


 

O dono da UNIBAN, os mantenedores, enfim, os que decidem, são responsáveis por essa decisão obscurantista.


 

Se são religiosos, qual é a religão deles?


 

Pergunto sobre a religião porque isso mais parece aquela lógica dos AUTOS-DE-FÉ da Santíssima Inquisição.


 

E sobre fundamentalismos, nenhuma das 3 grandes religiões escapam.


 Resta registrar, lamentar e denunciar essa apologia ao retrocesso e estupidez de gestão universitária.

2 Responses to “Cartão vermelho para a moça do vestidinho vermelho”

  1. Ruth Alexandre Says:

    Absurdo dos absurdos! Com a decisão da Univrsidade de expulsar está jovem, que foi vítima da intolerância, fica mais fácil de entender que tipo de formação estão propondo para a gangue que atacou uma colega de faculdade porque estava com vestido curto. Daqui a pouco esse bando vai começar a jogar ácido nas pernas de quem estiver de saia curta na rua. São Paulo já enfrentou um maníaco desses.
    O Ministério da Educação precisa se posicionar urgentemente com relação à Uniban. E essa jovem precisa processar todos os envolvidos da gangue.

  2. Levi Araújo Says:

    Parabéns Ruth, ótimo comentário!

    Mais curto que o vestido é a mentalidade dos gestores da UNI - TALI - BAN

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