“Pula fogueira, iaiá! Pula fogueira ioiô!… O mês de junho chegou e com ele o início das tradicionais festas, com danças, brincadeiras e comilança. No entanto, cautela é sempre necessária na hora da compra de produtos típicos desta época, de acordo com o Procon de Santo André, órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Jurídicos.
Canjica, pipoca, pamonha, quentão, pé-de-moleque, doces, salgados e paçoca. Seja qual for a iguaria, a checagem da higiene e qualidade é fundamental, principalmente se for comercializada em barraquinhas de quermesses e festas juninas. “A procedência do produto, assim como a data de validade e sua composição, são itens obrigatórios, especialmente os industrializados”, diz Ana Paula Satcheki, diretora do Procon.
Nos estabelecimentos comerciais, como supermercados, é sempre importante observar a data de validade dos produtos e ficar atento às ofertas relâmpagos, especialmente nos casos daqueles produtos que estão para vencer. “Como os preços dessas mercadorias são convidativos, os consumidores ficam empolgados, e muitos não checam as informações da embalagem”, afirma.
Outra dica da diretora do Procon é a verificação da procedência dos produtos que são vendidos a granel, como milho, canjica e amendoim. O peso é outro aspecto a ser levado em consideração. “O consumidor deve manter os olhos fixos na balança, sobretudo para constatar se o alimento está sendo pesado junto com alguma embalagem que possa interferir no peso, o que não é correto. O parágrafo 5º do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor atribui a responsabilidade ao fornecedor imediato, especialmente pela conservação dos produtos.”
Promoções
A propaganda enganosa é uma das principais queixas dos consumidores. Então, ao se deparar com promoções, o consumidor deve fazer uma avaliação. De acordo com a diretora, em se tratando de ofertas do tipo leve 3 e pague 2, a dica é fazer a conta se vale mais a pena do que a compra individual do produto.
Roupas
Antes de comprar os trajes caipiras para o arrasta pé a dica é pesquisa de preços, já que os valores variam de loja para a loja. Como as lojas só fazem a troca em caso de defeitos, o consumidor deve se informar sobre o procedimento antes de fazer a compra. “Em alguns lugares, basta levar o produto com etiqueta dentro da embalagem da loja. Vale lembrar o vendedor que o produto será usado no mês de junho, cuja necessidade da troca é imediata. Um chapéu de palha com defeito, por exemplo, não será reaproveitado em outra ocasião a não ser na festa junina”, ressalta a diretora do Procon.
Fogos de artifício
Os fogos de artifício, por se tratarem de produtos que implicam em riscos à saúde e segurança dos consumidores, não podem ser vendidos a menores de idade. A forma de utilização desses materiais deve ser seguida, à risca, conforme descrição na embalagem. Para garantir a diversão das crianças, existem no mercado alguns produtos que não são considerados perigosos. “O uso de bombas e fogos devem ficar a cargo de especialistas. Até mesmo os estalinhos, tão populares entre as crianças, se utilizados incorretamente podem ocasionar problemas. Por isso, os pais devem ficar alertas.”
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
