A técnica não-cirúrgica de balão intragástrico voltou a chamar atenção pelo aumento da procura. No mundo, mais de 105 mil pacientes já optaram pelo procedimento, sendo 20 mil brasileiros. O tratamento oferece perda de peso de mais de 20%, além ser regrada pela reeducação alimentar. Outra técnica ainda em experiência é a prótese colocada através do intestino, que passa a não absorver os nutrientes.
O balão intragástrico está no Brasil há mais de cinco anos, mas voltou a ser popular como opção para as pessoas com o IMC (Índice de Massa Corpórea) igual ou maior que 27. “Essa é uma ótima alternativa para aqueles que querem emagrecer sem cirurgias radicais, pois o balão ocupa o espaço do alimento. Quando o paciente começa a comer já sente a sensação de saciedade. Mas para perder peso, sempre depende da vontade da pessoa. Com o balão no estômago, a pessoa nunca se esquece do regime que deve ser seguido aliado a atividades físicas”, comenta o endoscopista Eduardo Grecco.
Segundo o profissional, o perfil dos pacientes que procuram o balão intragástrico é composto basicamente de mulheres devido a estética, mas os homens não ficam para trás. Eles recorrem ao procedimento com o propósito de diminuir os riscos de saúde. A idade dos pacientes varia de 18 a 40 anos, para ambos os sexos.
Como funciona
O balão intragástrico é colocado via endoscopia e é inflado de 400 a 700 ml com solução salina e azul de metileno estéreis. O tamanho é comparado a uma bola de tênis. A duração do tratamento é de seis meses e deve ser feita com uma equipe multidisciplinar. “A vantagem de colocar o balão está na possibilidade de reversão. O procedimento é seguro, pois se a pessoa quiser desistir pode tirar e se tiver alguma complicação, uma solução azul irá aparecer na urina para avisar o problema”, explica.
Além de ser segura, a técnica é mais barata do que a cirurgia de redução de estômago e a recuperação após a aplicação é simples. “A partir do décimo dia a pessoa vai ter uma vida normal, sem nenhuma contraindicação de atividades”.
O grande ganho do balão intragástrico é a reeducação alimentar, de acordo com Grecco. “Como a pessoa terá uma dieta à base de líquidos no começo e depois alimentos mais leves, ela aprenderá como se alimentar sem exageros com o acompanhamento de uma nutricionista. Após o término do tratamento, ela saberá se alimentar sem o balão”, diz.
Prótese no intestino
Outra técnica não-cirúrgica é a prótese no intestino, que começa no estômago e termina no duodeno. A opção ainda é experimental no Hospital das Clínicas e não tem previsão de quando chegará ao mercado. A técnica promete também a redução de 20% do peso total, porém o organismo do paciente não absorve os nutrientes, que devem ser repostos com vitaminas.
“A vantagem da técnica é que o paciente pode comer quanto quiser”, afirma Grecco. Mas ainda não se sabe como será o comportamento da pessoa após nove meses na retirada da prótese, já que a técnica ainda é experimental. “O paciente não irá ter a reeducação alimentar, estamos ainda na fase do experimento”, conta. (Colaborou Heloísa Resende)
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