O segundo turno das eleições gerais, no próximo domingo (25/10), vai além da definição de quem será o presidente da República. Para os químicos, a disputa presidencial vem influenciando no debate sobre a campanha salarial de 2026. Em entrevista ao RDtv dessa sexta-feira (23), o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, José Evandro Alves da Silva, relata que o resultado do primeiro turno criou um movimento contra a pauta da categoria.
“Nós estamos reivindicando, como sempre, aumento real. Entregamos a pauta, a gente sabe que todo ano tem as dificuldades. Esse ano, fazendo parênteses, nós temos mais dificuldades ainda, aqui vou fazer um parêntese, infelizmente a eleição de outubro agora, no primeiro turno, a oposição acabou ganhando, e parece que não, o trabalhador às vezes não acredita, mas isso dificulta até a nossa negociação.”, inicia.
“Se a gente pegar o trabalhador que estiver acompanhando, e não puder acompanhar no futuro, se eles pegaram os dois anos do Michel Temer e os quatro anos do (Jair) Bolsonaro, nós não tivemos aumento real nenhum nesse período. E aí, na volta do presidente Lula, todos os anos nós conseguimos aumento real, e vocês não vão acreditar, mas por conta de a oposição ter ganhado no primeiro turno, está dificultando o nosso aumento real já, os empresários já estão achando que não precisa mais dar aumento real para os trabalhadores.”, segue Evandro.

A data-base da categoria é o dia 1º de novembro. Na lista de 80 itens, existem seis voltados para a questão econômica: Piso salarial de R$ 3 mil; aumento salarial levando em conta o INPC mais 5%; Participação de Lucros e Resultados (PLR) equivalente a dois pisos; cesta básica ou vale alimentação de no mínimo R$ 915; redução da jornada de trabalho sem redução de salário; e o Fundo de Inclusão Social (FIS).
Outra pauta em debate é o fim da jornada 6×1 para toda a categoria. Evandro relatou que algumas empresas estão procurando o Sindicato para trabalhar formas de conseguir se adequar às novas regras até o dia 16 de dezembro. Uma das possibilidades é criar turmas ao invés de turnos. A intensão é conseguir criar a adaptação ao modelo levando em conta a necessidade que em alguns momentos os trabalhadores vão acabar trabalhando no sábado ou no domingo e folgando em outros dias da semana.
Apesar de entender que tal mudança pode gerar novos empregos, Evandro relata que ainda haverá muita negociação para conseguir adaptar todo setor aos novos tempos.
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