
O consumidor do ABC pretende gastar, em média, R$ 508 no total com presentes neste Dia das Crianças. Na hora de escolher cada presente, os entrevistados declararam disposição para pagar, em média, R$ 298 para meninos e R$ 231 para meninas.
Os dados são da pesquisa de intenção de compras realizada pela Strong Business School em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa), que estima uma movimentação de R$ 147 milhões na região, 8,9% acima dos R$ 135 milhões estimados em 2025.
Descontada a inflação acumulada de 4,22% até agosto, medida pelo IPCA, o crescimento real estimado é de aproximadamente 4,5%. O levantamento considera uma população regional de aproximadamente 2,8 milhões de habitantes e cerca de 800 mil famílias e estima que 525 mil famílias deverão presentear ao menos uma criança no próximo dia 12 de outubro.
Para o economista Sandro Maskio, responsável pela pesquisa, o resultado aponta um cenário mais favorável para o consumo neste Dia das Crianças. “O crescimento real estimado de aproximadamente 4,5% mostra que há uma disposição maior para o consumo, embora o preço continue tendo um peso importante na decisão de compra. O consumidor busca conciliar aquilo que a criança deseja com preço e qualidade”, afirma.
Mais da metade dos entrevistados, 56,3%, declarou que pretende gastar mais neste Dia das Crianças do que no ano passado, enquanto 30,5% disseram que deverão manter aproximadamente o nível de gastos.
Quando se observa o desembolso total planejado, 17,7% pretendem gastar até R$ 100 com os presentes e 27,2%, entre R$ 101 e R$ 200. A maior parcela, 35,4%, projeta desembolsar entre R$ 201 e R$ 500, enquanto 19,7% afirmam que pretendem gastar mais de R$ 500.
“O aumento do gasto planejado não significa que o consumidor deixou de olhar para o orçamento. Pelo contrário. O preço continua entre os principais fatores de decisão e aparece associado à qualidade e ao desejo da criança. Isso mostra uma busca por equilíbrio entre o que se quer comprar e o quanto se pode gastar”, explica Maskio.
O desejo da pessoa que receberá o presente é o principal fator de escolha para 29,5% dos consumidores. O preço vem logo depois, citado por 26,5%, seguido pela qualidade do produto, com 21,2%. Descontos e promoções aparecem com 7,4% e a possibilidade de parcelamento, com 4,2%.
Filhos e sobrinhos concentram a maior parte dos presentes. Os filhos representam 28,6% das crianças que deverão ser presenteadas e os sobrinhos, 27,3%. Na sequência aparecem afilhados, com 9,9%, e netos ou bisnetos, com 7,6%.
Entre os presentes escolhidos para os meninos, vestuário e calçados lideram, com 13,8% das intenções, seguidos por jogos educativos ou de montagem, com 10,4%, e carros ou motos de brinquedo, com 9,1%. Para as meninas, bonecas/Barbie e vestuário/calçados dividem a liderança, ambos com 14,8%. Maquiagem aparece na sequência, com 8,9%, percentual inferior ao registrado no ano passado.
Internet lidera entre os canais de compra
A internet aparece como o principal canal individual para as compras do Dia das Crianças. Entre os entrevistados, 41,5% pretendem comprar por sites, plataformas ou lojas virtuais. Os shopping centers aparecem em segundo lugar, com 29,2%, seguidos pelo comércio de rua no centro da cidade, com 20,2%, e pelo comércio de bairro, com cerca de 9%.
Apesar da liderança individual da internet, o comércio presencial ainda concentra a maior parcela das intenções quando são somados shopping centers, comércio de rua no centro e lojas de bairro: aproximadamente 58,5%.
“O consumidor transita hoje entre diferentes canais. A internet tem uma participação muito forte, mas a loja física continua relevante. Para o comércio, isso reforça a importância de oferecer preços competitivos, variedade, qualidade e facilidade de pagamento, independentemente de onde a compra seja realizada”, avalia Maskio.
Os consumidores que pretendem fazer suas compras em shopping centers projetam o maior desembolso: gasto total médio de aproximadamente R$ 808, acima da média geral de R$ 508. Entre aqueles que escolherão o comércio de rua no centro da cidade, o gasto total planejado é de cerca de R$ 580. Pela internet, a média fica próxima de R$ 369 e, no comércio de bairro, em torno de R$ 334.
Na hora de pagar, o cartão de crédito parcelado lidera a preferência, escolhido por 30,8% dos entrevistados. O PIX vem em seguida, com 26,6%, seguido pelo cartão de crédito à vista, com 19,2%, e pelo cartão de débito, com 18,1%. Apenas 5,3% afirmaram que pretendem pagar em dinheiro.
A estimativa de R$ 147 milhões representa uma expansão nominal de 8,9% sobre os R$ 135 milhões projetados em 2025. A pesquisa aponta que, embora tenha ocorrido redução no número médio de crianças a serem presenteadas em relação ao ano passado, a melhora no gasto planejado contribui para uma movimentação financeira maior em 2026.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 29 de setembro e ouviu consumidores distribuídos pelas sete cidades do ABC. Do total de entrevistados, 63,5% residem em Santo André. A concentração da amostra em Santo André deve ser considerada na análise dos resultados da região.
“A Pesquisa de Intenção de Compras está ganhando cada vez mais força e acreditamos que seja um excelente termômetro para avaliar o comportamento de compra do consumidor local e seu grau de otimismo em relação a uma data tão importante para o calendário promocional do varejo, como o Dia das Crianças”, destaca Evenson Robles Dotto, presidente da Acisa.
Os valores apresentados são estimativas elaboradas a partir das intenções declaradas pelos entrevistados e não representam previsão exata do faturamento do comércio.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
