
O mercado de veículos seminovos e usados no Brasil apresentou uma pequena retração de 1,6% em setembro na comparação com o mês anterior. De acordo com os dados consolidados pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), foram comercializadas 1.673.017 unidades em setembro, contra 1.699.519 registradas em agosto.
Apesar do ritmo ligeiramente menor observado no mês, o desempenho do setor no acumulado do ano apresentou crescimento de 5,4%, alcançando a marca histórica de 14.205.505 veículos negociados entre janeiro e setembro de 2026, contra 13.478.527 no mesmo período de 2025. Esse resultado mantém a expectativa de que o mercado pode fechar o ano com um novo recorde de vendas.
Desempenho por segmento e idade
A retração mensal de setembro atingiu de forma linear quase todos os segmentos automotivos:
Automóveis: 1.031.538 unidades (-1,2% vs. agosto).
Comerciais Leves: 196.777 unidades (-2,0% vs. agosto).
Motos: 369.440 unidades (-1,9% vs. agosto).
Comerciais Pesados: 39.986 unidades (-4,2% vs. agosto).
Na análise por tempo de uso, os modelos Seminovos (0 a 3 anos) foram os únicos a registrar alta no mês, com um crescimento de 1,2% (318.531 unidades). O acumulado desse grupo é também o que mais se destaca no ano, com uma expressiva alta de 12,6%.
Modelos mais vendidos
No topo do ranking de preferência dos consumidores por categoria, os líderes de mercado em setembro foram:
Automóveis: O VW Gol manteve a liderança isolada, somando 66.789 unidades.
Comerciais Leves: A picape Fiat Strada liderou com folga ao registrar 41.761 negociações.
Comerciais Pesados: O caminhão Volvo FH garantiu o primeiro lugar do segmento com 3.229 unidades comercializadas.
Motos: A Honda CG150 manteve sua tradicional liderança histórica com 87.627 unidades vendidas.
O presidente da Fenauto, Everton Fernandes, avalia que o cenário político e econômico ainda tem influenciado diretamente o ritmo dos negócios nas últimas semanas. Para o executivo, a economia ainda passa por um momento de incerteza com relação às eleições. “O mercado pode oscilar por conta do resultado das mesmas até o final do processo do segundo turno, no fim de outubro. Apesar disso, a força do acumulado do ano nos dá confiança de que o segmento ainda terá fôlego para um possível novo recorde em 2026”, diz.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
