
Uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese, a cesta básica de São Paulo acumula uma alta de 4,77% no primeiro semestre de 2026. Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o custo médio passou de R$ 1.285,92 para R$ 1.347,26, um aumento de R$ 61,34.
Os produtos alimentícios permanecem como um dos principais responsáveis pela elevação dos gastos das famílias. A batata lidera as altas acumuladas no ano, com o valor dobrado de R$ 5,16 para R$ 10,87 o quilo. Em seguida aparecem a cebola, que subiu 78,92%, de R$ 3,89 para R$ 6,96, e o feijão carioquinha, com aumento de 53,04%, que passou de R$6,09 para R$ 9,32 o quilo.
Outros itens que registraram aumentos expressivos no período foram o leite UHT (22,42%), o queijo muçarela fatiado (17,06%) e a carne de primeira (6,56%). Entre os itens de limpeza, a maior alta acumulada foi na água sanitária (14,60%), seguida pelo limpador multiuso (7,07%) e pelo detergente líquido (6,31%).
Dados mensais
Na comparação mensal, entre maio e junho, a cesta básica registrou leve alta de 0,22% e registrou um aumento de R$ 1.344,28 para R$ 1.347,26. O feijão carioquinha foi o item com maior aumento no período (11,08%), reflexo da redução da área cultivada e do clima que afetou a primeira e a segunda safras.
Já a batata subiu 7,94%, influenciada pela baixa produtividade, mesmo com o avanço da colheita da temporada das secas. O grupo Alimentação acumula alta de 4,98% em 2026, passando de R$1.106,84 para R$1.161,96. Já o grupo Limpeza registra aumento acumulado de 4,75%, com custo médio passando de R$ 71,73 para R$ 75,14.
Durante o mês de junho, dos 39 produtos pesquisados, 18 apresentaram aumento de preço, 18 registraram queda e três permaneceram estáveis.
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