
Moradores da Vila América reclamam de perturbação sonora em imóvel onde funciona uma casa religiosa, na rua Vinte e Quatro de Maio, em Santo André. Segundo relatos, o som alto costuma avançar até por volta da meia-noite, o que prejudica o descanso da vizinhança. Os moradores também afirmam que, após a saída das pessoas do local, parte dos frequentadores deixa lixo nas calçadas.
Segundo os moradores, o imóvel abriga um terreiro onde são realizadas atividades religiosas com uso de instrumentos musicais. Eles afirmam que o som pode ser ouvido até mesmo na Vila Pires, bairro vizinho à Vila América, e que o incômodo aumenta quando as reuniões se estendem além do horário que consideram adequado para o descanso da vizinhança.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirma que a reclamação não está relacionada à religião ou ao tipo de atividade realizada no imóvel, mas ao impacto causado pelo barulho após determinado horário. “Acho que qualquer estabelecimento precisa respeitar o próximo. Se quer um volume alto, precisa ter uma estrutura adequada, com isolamento acústico”, relata.
Nas redes sociais, a casa religiosa afirmou que segue o horário permitido de funcionamento, das 19h30 às 22h, e que suas atividades são pautadas pelo respeito e pelo acolhimento.
Também na vila Metalúrgica
Embora o caso tenha ocorrido em outro bairro de Santo André, a moradora Vanessa Athayde afirma enfrentar situação semelhante próxima à residência, na Vila Metalúrgica. Segundo Vanessa, os encontros realizados em um espaço religioso começam por volta das 20h às sextas-feiras e, em algumas ocasiões, seguem após as 22h.
“Eu sei que toda sexta-feira às 20h tem a atividade, então já me organizo. O problema é quando passa das 22h. Uma coisa é saber que naquele horário vai ter barulho, outra é não conseguir dormir porque passou da meia-noite”, afirma.
Vanessa destaca que a questão está relacionada ao horário e ao respeito entre moradores. “Se a religião é amor, precisa existir respeito pelo próximo também. Depois das 22h, quando ultrapassa esse limite, acaba prejudicando quem mora perto”, diz.
Em nota ao RD, a Prefeitura de Santo André informa que não há reclamação formalizada sobre o local junto ao Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa). Segundo o órgão, os moradores afetados devem registrar denúncia pelo site do Semasa no momento em que ocorre a perturbação de sossego, para que a equipe de fiscalização ambiental faça a medição de ruído e, caso seja constatada irregularidade, adote as medidas cabíveis.
Sobre o descarte irregular de resíduos nas calçadas, a Prefeitura informa que também não recebeu reclamações pelos canais oficiais. A administração orienta que os moradores registrem a ocorrência para que o caso seja avaliado.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
