
A histórica rivalidade entre Argentina e Inglaterra ganhou um novo capítulo fora das quatro linhas às vésperas da semifinal da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (14/07), a Embaixada Britânica em Buenos Aires publicou uma mensagem em tom descontraído nas redes sociais para brincar com o duelo decisivo entre as seleções.
Na publicação, o perfil compartilhou um falso memorando direcionado ao responsável pelas redes sociais da embaixada, com orientações sobre como deveria reagir ao resultado da partida.
Entre as instruções, o documento afirma que, em caso de vitória da Inglaterra, a comemoração deveria ser feita “com elegância”. Já se a Argentina avançasse à final, a recomendação seria parabenizar o adversário, desejar boa sorte na decisão e evitar “denunciar conspirações inexistentes”.
O texto ainda faz uma brincadeira sobre o uso de memes, com autorização para publicações “com tato”, e cita uma suposta expressão utilizada “nos claustros de Oxford”: “the oven is not ready for buns” (“o forno ainda não está pronto para os pães”), em referência ao clima que antecede o confronto.
Na legenda, a própria embaixada manteve o tom descontraído ao escrever que o responsável pelas redes sociais apenas reproduzia as instruções recebidas.
“Olá. Sou o gerente de comunidade da Embaixada. Já sei que vocês aguardam uma publicação sobre o que todos comentam, mas não facilitaram nada para mim. Vou copiar o memorando que recebi, e vocês que se virem”, diz a publicação.
A postagem rapidamente repercutiu entre torcedores argentinos e britânicos, com milhares de curtidas e comentários que entraram na brincadeira antes da partida.
Rivalidade ultrapassa o futebol
O duelo entre Argentina e Inglaterra está entre os mais emblemáticos da história das Copas do Mundo. A rivalidade começou ainda nas primeiras décadas do futebol argentino, fortemente influenciado pelos britânicos, mas ganhou contornos muito maiores ao longo do século XX.
Entre os episódios mais marcantes estão a polêmica expulsão de Antonio Rattín nas quartas de final da Copa de 1966 e o confronto de 1986, quando Diego Maradona marcou os históricos gols da “Mano de Dios” e o chamado “Gol do Século”.
A Guerra das Malvinas, travada entre Argentina e Reino Unido em 1982, também contribuiu para ampliar a carga simbólica dos encontros entre as seleções.
Apesar desse histórico, o técnico Lionel Scaloni procurou minimizar qualquer clima de revanche antes da semifinal. Em entrevista coletiva, o comandante argentino afirmou que a partida deve ser encarada apenas como um jogo de futebol.
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), em Atlanta, valendo uma vaga na final da Copa do Mundo. Quem avançar disputará o título contra a Espanha, classificada após eliminar a França.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
