O ex-vereador de Diadema Atevaldo Leitão (PSD) é um dos pré-candidatos da região para a disputa de uma das vagas em Brasília. Ao RDcast, o dirigente sindical ressaltou a necessidade de a cidade contar com um representante na Câmara Federal, pois considera que o município está carente deste tipo de parlamentar.
“A gente teve o Márcio da Farmácia como deputado, tivemos (o ex-prefeito) Zé Augusto como deputado, o (ex-prefeito José de) Filippi (Junior) como deputado (federal). Mas eu não vi protagonismo. Tanto é que a população não reelegeu o Márcio, pelo contrário, tirou quase metade dos votos em Diadema. Nada contra o Márcio, é meu amigo. Só que assim, eu vejo que Diadema está carente de um deputado que traga o desenvolvimento para a cidade. A cidade precisa discutir mobilidade, por exemplo.”, comentou.
Em 2022, Márcio obteve 18.196 votos na cidade em sua tentativa de reeleição. Em 2018, quando foi eleito deputado estadual obteve 35.308 votos. Em quatro anos a queda foi de 48,46%.
Atevaldo entende que a cidade conseguiu alguns pontos positivos junto ao Governo do Estado como o fim da Saned e sua entrega para a Sabesp, com o objetivo de zerar a dívida da companhia municipal com a autarquia estadual. Outro destaque para o pré-candidato é a Fábrica de Cultura, além do Centro de Reabilitação Lucy Montoro.

Mas considera que a mobilidade urbana e as questões sociais, principalmente em relação às pessoas que estão em situação de rua, são os principais problemas do município.
O ex-vereador tem utilizado as redes sociais para fazer suas críticas, principalmente republicando vídeos que são divulgados em grupos da cidade no Facebook ou que são postados no Instagram. Na sua ótica, além de mandar emendas para a cidade, caso seja eleito, Atevaldo também quer intensificar sua fiscalização em relação ao que acontece no município.
Apesar disso nega que seja “inimigo” do prefeito Taka Yamauchi (MDB). “O Taka é meu amigo. Eu não sou oposição ao Taka. Eu quero que a minha cidade seja uma cidade melhor, sempre. Eu sou um crítico, só isso.”, disse o dirigente sindical. Entre as principais cobranças está o fim da taxa do lixo na cidade.
“Você sabe que a taxa do lixo foi feita no dia 20 de fevereiro de 2020. No último ano do governo Lauro (Michels). E todos os vereadores que hoje estão lá, exceto o PT, votaram para criar a taxa do lixo. E esses mesmos caras que votaram, quando foi na campanha eleitoral, criticaram (a criação). Eu acho que foi uma covardia o que foi feito como Filippi”, diz o pré-candidato a deputado federal.
RD – Jornal Repórter Diário Notícias sobre o ABC. Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra
